Categoria: Rondônia

  • Seminário de Regularidade Ambiental promove capacitação para produtores e técnicos em Ariquemes

    Seminário de Regularidade Ambiental promove capacitação para produtores e técnicos em Ariquemes

     

    Os participantes terão acesso a informações e orientações sobre temas fundamentais para a regularização das atividades rurais

    Com foco na conscientização e na regularização ambiental das propriedades rurais, o governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o Projeto Rural Sustentável – Amazônia (PRS-Amazônia), realiza nesta sexta-feira (12) o Seminário de Regularidade Ambiental, no município de Ariquemes.

    A programação integra as ações da Semana do Meio Ambiente e tem como objetivo capacitar técnicos, produtores rurais e jovens envolvidos na gestão de propriedades rurais do Vale do Jamari, fortalecendo iniciativas voltadas à sustentabilidade, à adequação ambiental e ao acesso às políticas públicas destinadas ao setor produtivo.

    Durante o seminário, os participantes terão acesso a informações e orientações sobre temas fundamentais para a regularização das atividades rurais, entre eles o Licenciamento Ambiental Simplificado para Piscicultura e a Dispensa de Outorga d’Água por Uso Insignificante. As palestras serão conduzidas por profissionais especializados, proporcionando esclarecimentos sobre procedimentos, exigências e benefícios da regularização ambiental.

    Além de contribuir para a preservação dos recursos naturais, a iniciativa busca ampliar o acesso dos produtores à assistência técnica e aos instrumentos de gestão ambiental, promovendo mais segurança jurídica e oportunidades para o desenvolvimento sustentável da região. O evento acontece a partir das 8h, no Auditório Tambaqui, localizado no Centro de Empreendedorismo e Inovação de Ariquemes (CEI), e contará com emissão de certificado para os participantes inscritos.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a promoção de ações voltadas à regularização ambiental é fundamental para fortalecer o desenvolvimento sustentável no estado. “Investir na capacitação e na orientação dos produtores rurais é investir no futuro de Rondônia. Por meio de iniciativas como este seminário, ampliamos o acesso à regularização ambiental, reforçamos a produção sustentável e contribuímos para a preservação dos nossos recursos naturais”, pontuou.

    Segundo o gerente regional da Sedam em Ariquemes, Hélio Gomes de Oliveira, o seminário representa uma importante oportunidade para aproximar os produtores rurais dos processos de regularização ambiental. “Por meio deste seminário, buscamos levar informações claras e acessíveis sobre procedimentos importantes, como o licenciamento ambiental simplificado para piscicultura e a dispensa de outorga d’água por uso insignificante. O objetivo é facilitar o acesso dos produtores às orientações necessárias para que possam desenvolver suas atividades de forma regular, responsável e em conformidade com a legislação ambiental”, ressaltou.

    De acordo com o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, o seminário é uma oportunidade de intensificar a conscientização sobre a importância da regularização ambiental como instrumento de proteção dos recursos naturais, garantindo que as atividades produtivas sejam realizadas de forma sustentável e em conformidade com a legislação.

    Fonte: Governo do Estado de Rondônia.

  • Reunião sobre Super El Niño discute medidas de prevenção e enfrentamento a possíveis impactos do fenômeno no estado

    Reunião sobre Super El Niño discute medidas de prevenção e enfrentamento a possíveis impactos do fenômeno no estado

     

    A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação entre os órgãos governamentais e instituições parceiras, visando à construção de estratégias integradas

    Com o objetivo de discutir medidas de prevenção e enfrentamento aos possíveis impactos do fenômeno climático El Niño, o governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), participou na terça-feira (9), da reunião técnica “Super El Niño 2026: impactos para Rondônia e estratégias de resposta”, promovida pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), em Porto Velho. O encontro reuniu representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RO), Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO), Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), além de pesquisadores e outras instituições públicas.

    A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação entre os órgãos governamentais e instituições parceiras, visando à construção de estratégias integradas para minimizar os efeitos ambientais, sociais, econômicos e de saúde pública decorrentes do Super El Niño. O evento também foi transmitido de forma online, permitindo a participação de gestores e técnicos de diversos municípios rondonienses. A participação do governo de Rondônia fortalece o monitoramento ambiental e a adoção de ações preventivas voltadas à proteção dos recursos naturais e da população.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a união entre os órgãos públicos, a comunidade científica e a sociedade no enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas é fundamental. “Rondônia tem trabalhado de forma integrada para fortalecer suas ações de prevenção, monitoramento e resposta diante dos eventos climáticos extremos. O diálogo entre as instituições e o uso da ciência como base para a tomada de decisões são essenciais para que possamos proteger as comunidades, preservar os recursos naturais e garantir que o estado esteja cada vez mais preparado para enfrentar os possíveis desafios impostos pelo clima”, enfatizou.

    O coordenador da Cogeo, Sérgio Mendes, ressaltou a importância do uso da tecnologia e da inteligência geoespacial para fortalecer o monitoramento ambiental. “As informações ambientais de qualidade são fundamentais para que possamos antecipar cenários, identificar áreas mais vulneráveis e planejar ações mais eficazes. As ferramentas utilizadas pela Sedam representam um avanço significativo na gestão ambiental, reunindo dados estratégicos sobre qualidade do ar, recursos hídricos, cobertura vegetal e outros indicadores essenciais para o monitoramento contínuo do território e para o apoio às políticas públicas de prevenção e resposta aos impactos ambientais.”

    Ao apresentar as ações desenvolvidas pela Sedam, a diretora executiva, Ana Gabriela Rover Freitas da Cunha, destacou a importância do planejamento integrado e do fortalecimento das políticas ambientais. “Estamos atuando de forma preventiva e estratégica, fortalecendo ações de educação ambiental, fiscalização e apoio à implementação dos Planos Integrados de Manejo do Fogo e Queima Controlada. Nosso objetivo é ampliar a conscientização da população, reduzir os riscos de incêndios florestais e promover uma resposta cada vez mais eficiente diante dos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos, garantindo a proteção dos recursos naturais e a segurança das comunidades rondonienses.”

    Fonte: Governo do Estado de Rondônia.

  • Uso responsável de Inteligência Artificial no ambiente de trabalho é orientado pela Setic

    Uso responsável de Inteligência Artificial no ambiente de trabalho é orientado pela Setic

     

    Iniciativa da Setic reforça a importância da segurança da informação e da privacidade no uso de novas tecnologias

    Com o avanço e a popularização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) no ambiente de trabalho, o governo de Rondônia reforça a importância do uso responsável dessas tecnologias, especialmente quando envolvem informações institucionais e dados pessoais de cidadãos.

    Por meio da Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), teve início, nesta quarta-feira (10), a série Conecta IA, iniciativa voltada à conscientização dos servidores públicos estaduais sobre a utilização segura dessas ferramentas no ambiente administrativo.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a tecnologia deve ser utilizada de forma estratégica e alinhada aos princípios da segurança da informação. “A tecnologia é uma ferramenta poderosa para potencializar as entregas do serviço público à população. Por isso, é fundamental que os servidores estejam preparados para utilizá-la de forma consciente, segura e alinhada à proteção dos dados dos cidadãos.”

    RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS

    Entre as orientações apresentadas na primeira edição da série está a proteção de informações sigilosas. O encarregado de dados da Setic e membro titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), Tiago Aguiar, explicou que os agentes públicos não devem inserir em ferramentas de IA, sem autorização formal e base legal para compartilhamento, informações como:

    • Dados pessoais de cidadãos ou colaboradores;
    • Informações sensíveis (como dados de saúde, biometria e origem racial); e
    • Relatórios internos do governo.

    “Isso porque as informações inseridas nessas plataformas podem ser armazenadas e, em alguns casos, utilizadas para o treinamento dos próprios modelos de inteligência artificial. Dependendo da ferramenta utilizada, os dados compartilhados podem ficar sujeitos a tratamentos sobre os quais o usuário não possui controle direto”, alertou o encarregado de dados da Setic.

    Para os casos em que o uso da tecnologia seja necessário para analisar ou revisar textos institucionais, a orientação é praticar o minimalismo de dados. Isso significa utilizar apenas as informações estritamente necessárias para a atividade e, sempre que possível, anonimizar os dados, removendo nomes, dados pessoais, telefones e outros elementos que permitam a identificação de pessoas.

    Ainda de acordo com o encarregado de dados da Setic, inovação e responsabilidade devem caminhar juntas. “A Inteligência Artificial oferece inúmeras oportunidades para tornar os serviços públicos mais eficientes. No entanto, a proteção dos dados pessoais continua sendo uma responsabilidade de todos os agentes públicos. Antes de utilizar qualquer ferramenta, é fundamental avaliar quais informações estão sendo compartilhadas e se esse tratamento está em conformidade com a legislação e com as boas práticas de segurança da informação”, enfatizou.

    CONECTA IA

    As orientações integram a série Conecta IA, desenvolvida pela Setic para disseminar boas práticas relacionadas à segurança da informação, proteção de dados pessoais e uso responsável da Inteligência Artificial no setor público. A iniciativa será publicada semanalmente nas redes sociais da Setic, sempre às quartas-feiras, ao longo do mês de junho, com encerramento previsto para 1º de julho. Os conteúdos abordarão temas relacionados à proteção de dados pessoais, segurança da informação, boas práticas no uso de ferramentas de IA e a aplicação segura dessas tecnologias no cotidiano do serviço público de Rondônia.

    Fonte: Governo do Estado de Rondônia.

  • Tecnologia e fiscalização fortalecem proteção ambiental e reduzem focos de calor em Rondônia

    Tecnologia e fiscalização fortalecem proteção ambiental e reduzem focos de calor em Rondônia

     

    Entre os principais instrumentos utilizados estão as plataformas Geoportal e Sedam Protege

    O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), registrou uma redução no número de focos de calor entre os meses de janeiro e maio de 2026. No período, foram contabilizados 205 focos, contra 406 ocorrências registradas nos mesmos meses de 2025, representando uma diminuição de 49,51%. O resultado reflete o fortalecimento das ações de monitoramento, fiscalização e educação ambiental desenvolvidas pela Coordenadoria de Geociências (Cogeo), em parceria com instituições estaduais e federais, que têm adotado estratégias para ampliar a conscientização da população e garantir respostas mais rápidas diante de ocorrências ambientais, especialmente durante os períodos mais críticos do ano.

    Entre os principais instrumentos utilizados estão as plataformas Geoportal e Sedam Protege, que possibilitam o acompanhamento em tempo real de informações ambientais e auxiliam na identificação de áreas com maior incidência de focos de calor. As ferramentas têm se consolidado como importantes aliadas na prevenção e no combate aos ilícitos ambientais em Rondônia. Outro destaque é o trabalho desenvolvido pela Sala de Situação, responsável pelo monitoramento dos dados ambientais e pelo suporte às equipes de campo. A integração entre tecnologia, inteligência territorial e ações fiscalizatórias tem permitido maior eficiência na tomada de decisões e na execução de medidas preventivas.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a expressiva redução registrada demonstra a efetividade das políticas públicas ambientais implementadas. “A expectativa é que, com a continuidade das ações de monitoramento, fiscalização e educação ambiental, os índices de focos de calor sejam reduzidos ainda mais ao longo deste ano. As parcerias desenvolvidas e o trabalho com foco na tecnologia estão consolidando avanços na proteção dos recursos naturais e no combate aos crimes ambientais no estado”, pontuou.

    De acordo com o coordenador da Cogeo, Paulo Sergio Mendes, a redução demonstra que o trabalho integrado está produzindo resultados concretos. “O uso das plataformas Geoportal e Sedam Protege tem fortalecido a capacidade de monitoramento e resposta rápida às ocorrências ambientais, aliado a isso, o trabalho da Sala de Situação permite uma análise dos dados, contribuindo para ações mais estratégicas e eficientes. Esses resultados reforçam a importância do investimento em tecnologia e inteligência ambiental para a proteção dos recursos naturais de Rondônia”, ressaltou.

    Segundo o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, a redução dos focos de calor é resultado de um trabalho conjunto que envolve monitoramento, fiscalização, educação ambiental e a atuação de diversos parceiros. “O goveno do estado fortalece as ações para ampliar ainda mais os resultados positivos. O objetivo é proteger o patrimônio ambiental do estado e promover o desenvolvimento sustentável para as futuras gerações”, destacou.

    Fonte:  Governo do Estado de Rondônia.

  • Durante 90 dias, fica proibido plantar ou até mesmo manter viva qualquer planta de soja em RO

    Durante 90 dias, fica proibido plantar ou até mesmo manter viva qualquer planta de soja em RO

    A partir da quarta-feira (10) fica proibido plantar ou até mesmo manter viva qualquer planta de soja no estado de Rondônia. A medida, chamada de vazio sanitário, e tem um objetivo essencial: combater a ferrugem asiática, uma das doenças mais prejudiciais à produção de soja.

    Para proteger a próxima safra, os produtores precisam deixar de plantar por 90 dias. Segundo o governo, a medida é necessária porque o fungo que causa a ferrugem asiática, o Phakopsora pachyrhizi, depende totalmente da soja para sobreviver.

    Ou seja: sem a planta, esse fungo não consegue se manter no ambiente. Assim, ao eliminar qualquer sinal da cultura durante esse período, se rompe o ciclo da doença antes mesmo do início de uma nova produção.
    O vazio sanitário também proíbe o cultivo de soja em áreas irrigadas ou em meio a outras culturas, como milho, sorgo ou milheto. Não há exceções: a ausência da planta precisa ser total em todo o território.

    Segundo o governo de Rondônia, outra situação que chama atenção é que a regra não se limita às lavouras. A partir deste ano, até mesmo a soja que nasce sozinha às margens da BR-364 deverá ser eliminada, responsabilidade que ficará com a concessionária da rodovia. A medida mostra o nível de cuidado necessário para evitar que o fungo encontre qualquer brecha para sobreviver.

    Na prática, isso significa que não pode haver nenhum pé de soja vivo, nem mesmo aqueles que surgem espontaneamente após a colheita, conhecidos como soja “tiguera” ou “guaxa”. Essas plantas, apesar de parecerem inofensivas, funcionam como abrigo para o fungo. Por isso, os produtores precisam fazer uma verdadeira “limpeza” nas áreas agrícolas.

    De acordo com a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), a colaboração dos produtores é fundamental para o sucesso da medida. Durante todo o período, serão realizadas ações de orientação e fiscalização para garantir o cumprimento das normas. Quem desrespeitar pode sofrer penalidades previstas na legislação.
    Para o governo de Rondônia, o esforço coletivo traz resultados diretos para o campo. Ao reduzir a presença do fungo, a próxima safra tende a ser mais saudável e exigir menos aplicação de defensivos, o que também diminui os custos de produção. Além disso, ajuda a manter a competitividade de Rondônia no cenário agrícola nacional.

    Fonte: g1 RO

  • Porto Velho terá cinema ao ar livre no Dia dos Namorados

    Porto Velho terá cinema ao ar livre no Dia dos Namorados

    O Parque da Cidade, em Porto Velho, vai virar um cinema a céu aberto no Dia dos Namorados, sexta-feira (12). A programação é organizada pela prefeitura da capital.

    A programação começa às 18h. Além do filme “À Prova de Fogo”, exibido a partir de 20h30, o público vai ganhar pipoca gratuita e apresentação musical ao vivo.

    Para maior conforto, a prefeitura recomenda que os casais levem suas próprias almofadas, mantas ou panos para se acomodarem no gramado do parque.

    Fonte: g1 RO

  • 1º Open Favoo de Xadrez reúne estudantes e comunidade no Hubee

    1º Open Favoo de Xadrez reúne estudantes e comunidade no Hubee

    A Favoo realizou, no sábado, 30 de maio, o 1º Open Favoo de Xadrez, no Hubee. A competição reuniu estudantes da Favoo, participantes de outras instituições de ensino e pessoas da comunidade, em uma programação marcada pela estratégia, concentração e integração entre diferentes públicos.

    O Clube de Xadrez da Favoo iniciou seus encontros neste ano e vem se consolidando como um espaço aberto para quem deseja aprender, praticar e desenvolver o raciocínio estratégico por meio do jogo. As atividades acontecem todas as quintas-feiras à noite, na sala de jogos da Favoo, além de dois sábados por mês, ampliando as oportunidades de participação para estudantes e comunidade.

    A proposta dialoga com uma visão de inovação que não se limita à tecnologia, mas também se manifesta em práticas analógicas, em jogos de estratégia, na convivência e na criação de ambientes capazes de estimular pensamento crítico, colaboração e novas conexões.

    Ao longo das partidas, os competidores demonstraram técnica, respeito e capacidade de deliberação, características que fazem do xadrez uma prática importante para o desenvolvimento de habilidades como planejamento, paciência, análise de cenários e resolução de problemas. O evento também evidenciou a força da cooperação ao reunir participantes de diferentes idades, incluindo jovens de 13 anos, além de estudantes da Favoo, representantes de outras instituições e pessoas da comunidade em torno de uma experiência comum.

    A primeira edição do Open Favoo de Xadrez teve como vencedores Francisco Marcelo da Silva, em 3º lugar; Sarah Gomes dos Santos, em 2º lugar; e Guilherme Keher Marques, em 1º lugar. Quem deseja participar das próximas atividades pode acompanhar os encontros do Clube de Xadrez da Favoo. O convite é aberto a todos que querem aprender, jogar, compartilhar experiências e fazer parte dessa comunidade.

    Sobre a Favoo, uma cooperativa educacional
    Fundada em 2006, a Cooperativa Educacional de Vilhena é mantenedora da escola e da faculdade Favoo, com mais de 1.100 alunos. Desde 2019 é campeã no Enem no Estado e desde 2012 no município de Vilhena. Devido ao formato de cooperativa, a instituição reinveste todo seu resultado financeiro em infraestrutura e treinamento, o que garante o altíssimo nível de qualidade educacional e das instalações. Em parceria com a Sicoob Credisul a Favoo acaba de inaugurar um Hub que passou a compor o complexo da Favoo, instalada numa área de 60 mil metros quadrados. A faculdade oferece os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito, que tem nota máxima do MEC, e a escola recebe alunos a partir dos dois anos de idade.

    1º Open Favoo de Xadrez reúne estudantes e comunidade no Hubee

  • ‘Queria apenas sair dali e chorar’: recepcionista denuncia transfobia no Tribunal de Justiça de Rondônia

    ‘Queria apenas sair dali e chorar’: recepcionista denuncia transfobia no Tribunal de Justiça de Rondônia

    Uma mulher trans que trabalha como recepcionista no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) denunciou práticas transfóbicas sofridas durante o trabalho ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Darlliny Martins de Freitas, de 31 anos, afirmou que buscou o CNJ porque o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) se omitiu diante das denúncias dos crimes. O órgão nega a omissão.

    Segundo Darlliny, desde as primeiras situações de preconceito, buscou encaminhar as denúncias pelos canais oficiais. Chegou a procurar a ouvidoria do órgão, a Secretaria da Presidência, supervisores, a administração do prédio e também o RH da empresa terceirizada, mas nada foi feito.

    Um dos primeiros episódios de transfobia envolveu uma técnica de enfermagem, durante uma campanha de vacinação. Na ocasião, a técnica de enfermagem perguntou em voz alta: “Qual é o nome dele?”, ignorando o fato de o nome social já estar devidamente registrado.

    “Fiquei sem reação. Uma servidora que estava ao meu lado, presenciou toda a situação, assim como os demais servidores e o magistrado que estavam no local. Todos olharam para mim e para ela, aparentemente esperando alguma reação ou pedido de desculpas, mas nada aconteceu. Eu apenas queria sair dali e chorar”, relembra.
    Darlliny relata que procurou a secretária do presidente para relatar o ocorrido. No entanto, segundo ela, naquele momento, sentiu que houve omissão, pois nada foi feito.

    O TJ-RO alega que no mesmo dia em que a denúncia foi formalizada na Ouvidoria, foram adotadas “as providências administrativas cabíveis, dentro dos limites legais e dos ritos próprios de apuração” e enviou o caso para a Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação (CPCAD).
    Após esse episódio, segundo a vítima, ela continuou enfrentando situações de preconceito no ambiente de trabalho, até que surgiu uma vaga no Fórum de Ji-Paraná e decidiu deixar a sede, em Porto Velho, em busca de recomeço. Porém, foi surpreendida de maneira negativa.

    “Os sete meses que permaneci lá foram os mais difíceis da minha vida. Diariamente eu era alvo de comentários e situações constrangedoras”, relata.

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    Outra situação em que, segundo a vítima, nenhuma providência foi tomada, ocorreu quando ela descobriu que um colaborador havia acessado e divulgado seus dados pessoais para policiais no Fórum de Ji-Paraná (RO). O caso também foi levado aos responsáveis.

    Foi então que surgiu o pedido de transferência de retorno a Porto Velho. Segundo ela, a autorização só veio após mencionar que ingressaria com medidas judiciais, diante das omissões que vinha enfrentando.
    Quando voltou para Porto Velho, foi transferida para a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) do TJRO, onde reencontrou a técnica de enfermagem responsável pelo primeiro episódio de transfobia.

    Apesar de informar o desconforto ao RH da empresa e à administração, Darlliny foi informada de que nada poderia ser feito, pois sua lotação naquele prédio havia sido um pedido específico da administração. Nesse período, ela relata ter sofrido novas violências: a mesma servidora voltou a tratá-la pelo gênero masculino na presença de outros colegas.

    Saúde mental
    Darlliny lamenta que, após dois anos resistindo em silêncio por medo de perder o sustento, sua saúde mental e dignidade tenham sido profundamente afetadas por uma instituição que deveria promover a justiça, mas que, em seu relato, agiu com preconceito e omissão.
    Antes da mudança para Porto Velho, Darlliny fez exames periódicos da empresa e, durante a consulta, contou à médica o que estava acontecendo. Foi afastada por 15 dias e encaminhada para atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). A preocupação dela era em manter o emprego, pois mora sozinha e depende dele para sobreviver.

    As denúncias
    Segundo Darlliny, após anos o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) abriu um processo administrativo contra a técnica de enfermagem. O caso segue sob sigilo.
    As denúncias contra a técnica de enfermagem foram encaminhadas para as Ouvidorias do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Darlliny também denunciou a profissional de saúde ao Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO), em 28 de maio de 2026, e ainda aguarda um posicionamento da entidade e a adoção de eventuais providências.
    Denúncia às ouvidorias sobre o caso de Darlliny Martins.

    O que diz o TJ-RO?
    O TJ-RO argumenta que Darlliny foi ouvida e acolhida por equipe de psicólogos da instituição e por um magistrado integrante da Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação (CPCAD). Reforçou que o caso segue os ritos, dando direito do contraditório e a ampla defesa de todas as partes envolvidas e que medidas disciplinares somente poderão ser adotadas após a conclusão regular do procedimento.

    “O Tribunal possui políticas permanentes de prevenção e enfrentamento ao assédio moral, ao assédio sexual e à discriminação, alinhadas às diretrizes do CNJ. A instituição mantém comissões voltadas à equidade e à diversidade, promove campanhas de conscientização e realiza capacitações sobre respeito à identidade de gênero e ao uso do nome social, direito reconhecido e observado no âmbito da Corte”, informou o órgão, em nota.
    Por se tratar de um caso que corre em segredo de justiça, o TJ-RO optou por não comentar detalhes da investigação.

    Fonte: g1 RO