Cinco pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil realizada na última sexta-feira (29), no distrito de Extrema, em Porto Velho(RO). A ação faz parte de uma investigação que apura a morte de um homem, ocorrida em janeiro deste ano, em um estabelecimento da região. A polícia descobriu que a vítima morreu por engano, após ser confundida com o verdadeiro alvo do crime.
Durante a operação, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão domiciliar. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos teriam participado em diferentes etapas da execução do crime.
As investigações apontam indícios de planejamento prévio e atuação coordenada entre os envolvidos. Entre as possíveis participações estão apoio logístico aos executores, ocultação do veículo utilizado no crime, planejamento da fuga e até intimidação de testemunhas e familiares da vítima.
A suspeita é de que os autores pretendiam atingir outra pessoa, mas acabaram executando alguém que não era o alvo inicial.
Os cinco presos foram levados para unidades policiais, onde passaram pelos procedimentos legais, e posteriormente encaminhados ao sistema prisional. Eles permanecem à disposição da Justiça.
A operação contou com equipes de Extrema, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). O caso segue sob investigação.
Tadeu Goes Aragão, ex-delegado da Polícia Civil de Rondônia, foi condenado a 45 anos de prisão por homicídio e tentativa de assassinato. Segundo a acusação, ele ocupava uma área dentro da Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná e precisava atravessar a propriedade das vítimas para chegar ao local. A construção de uma porteira que restringia sua passagem teria motivado o crime.
As vítimas eram três irmãos e o filho de um deles, à época ainda adolescente. Um dos sobreviventes relatou à Polícia Civil que a porteira foi construída para impedir a entrada de invasores na Resex, área de proteção ambiental localizada em Porto Velho.
A denúncia feita pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) aponta que, no dia do crime, o ex-delegado trocou as placas de seu veículo para passar por um radar da Polícia Rodoviária Federal.
Ele foi até o local, parou antes da porteira e conversou com as vítimas. Os relatos das testemunhas deixam claro que não houve discussão. Um dos irmãos, inclusive, chegou a dizer que abriria a porteira para que Tadeu Goes Aragão pudesse passar. No entanto, o réu sacou a arma e começou a atirar.
Vanderlei Brandão morreu ainda no local. As outras três vítimas foram atingidas com disparos, mas conseguiram fugir. Segundo o MP-RO, o mais jovem, que hoje tem 19 anos, ficou com sequelas permanentes da tentativa de homicídio.
Na época do crime, Tadeu Goes Aragão era titular da Delegacia de Polícia de Alto Paraíso. Ele foi investigado internamente pela corporação e perdeu o cargo. O ex-delegado foi preso em outubro de 2022 e não recebeu o direito de recorrer em liberdade.
Ao g1, a defesa do réu informou que deve recorrer da decisão.
A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de envolvimento no homicídio do advogado Jhonatan Rodrigues Barbosa, ocorrido em janeiro deste ano em Seringueiras (RO). Outros três investigados seguem foragidos, sendo que um deles já deixou o país.
As apurações apontam que o crime foi planejado, monitorado e executado por um grupo organizado, possivelmente motivado por um acerto de contas ligado a fatos criminosos anteriores. Jhonatan foi morto a tiros dentro de casa, enquanto estava com a esposa e os filhos.
Durante a Operação Fuligem, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão e localizaram uma pistola calibre 9mm com munições, possivelmente a mesma que foi utilizada na execução da vítima.
A atuação integrada das forças de segurança voltou a apresentar resultados positivos na região de fronteira. Nos dias 26 e 27 de maio de 2026, a Polícia Militar de Rondônia, por meio do 6º BPM, realizou ações distintas nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré que resultaram no cumprimento de mandados de prisão e no fortalecimento do combate à criminalidade.
Em Nova Mamoré, equipes policiais deram cumprimento a ordens judiciais após abordagens e diligências realizadas no município. Os conduzidos foram apresentados às autoridades competentes para os procedimentos legais cabíveis.
Já em Guajará-Mirim, policiais da Radiopatrulha, Força Tática e BPFRON atuaram de forma integrada durante a Operação “Brasil Contra o Crime Organizado”, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação contou ainda com apoio de informações compartilhadas pela Polícia Civil do Acre, possibilitando a localização e prisão de um indivíduo com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça acreana.
As ações demonstram a efetividade da integração entre forças de segurança pública, fortalecendo o enfrentamento à criminalidade e ampliando a sensação de segurança da população nos municípios da faixa de fronteira.
Na última noite de terça-feira (26/05), a atuação rápida da Polícia Militar resultou na prisão de dois indivíduos suspeitos de praticar um roubo na Linha 196, zona rural de Rolim de Moura. A ocorrência mobilizou equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar, com apoio de guarnições de Radiopatrulha de Rolim de Moura e Santa Luzia d’Oeste.
Após denúncia por uma criança através do telefone de emergência 190, que criminosos estavam realizando um roubo em sua residência e que seus familiares estavam amarrados, guarnições da Radiopatrulha do 10º BPM seguiram para o local da ocorrência. Durante o deslocamento, os militares localizaram um veículo abandonado, o que levantou suspeitas de ligação com o crime.
Durante as diligências e investigações nas proximidades, foi possível localizar dois suspeitos. Na abordagem, um dos indivíduos acabou confessando participação no roubo. Apesar das buscas realizadas, a arma utilizada no crime não foi localizada. Os suspeitos, juntamente com o veículo foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil em Rolim de Moura, ficando à disposição da justiça.
A ação demonstra a eficiência e rapidez do 10º BPM no atendimento às ocorrências, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a segurança da população da Zona da Mata.
Um homem sofreu uma tentativa de latrocínio na madrugada desta quinta-feira (28), no bairro Olímpico, no município de Rolim de Moura.
Conforme informações repassadas pela própria vítima à Polícia Militar, ele teria sido vítima de uma emboscada praticada por cerca de seis indivíduos. Durante a ação criminosa, os suspeitos efetuaram dois disparos de arma de fogo que atingiram a vítima, além de agredi-la com golpes de pedaços de madeira.
Após o ataque, os criminosos ainda roubaram a motocicleta da vítima e fugiram do local. Até o momento, o veículo não foi localizado. A motocicleta trata-se de uma Honda CG 160 Titan, ano 2025/2026, placa UAM3D59, de cor vermelha.
A vítima, identificada por T. A. M., foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber atendimento médico.
A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local, onde realizou o registro da ocorrência e iniciou diligências em busca dos suspeitos envolvidos no crime. Contudo, até o momento, nenhum suspeito foi localizado.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a motivação e identificar os autores da tentativa de latrocínio.
Uma ação da Polícia Militar resultou no cumprimento de um mandado de prisão e na apreensão de arma de fogo e munições na noite de segunda-feira (25), em Cacoal (RO).
De acordo com informações da ocorrência, a abordagem foi realizada após uma equipe policial identificar um homem com mandado de prisão em aberto. Ele estava acompanhado de outros indivíduos em um veículo parado às margens de uma via pública.
Durante a ação, os policiais localizaram uma espingarda calibre .20, além de munições de diferentes calibres e outros objetos no interior do automóvel.
Também foram apreendidos aparelhos celulares e dinheiro em espécie.
Conforme informações policiais, os envolvidos são apontados como ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo que um
deles já é conhecido no meio policial por suposta atuação junto à organização.
Após os procedimentos no local, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde ficaram à disposição da Justiça.
O influencer Joel Maria de Almeida, conhecido como “Dinho da Resenha”, foi condenado, nesta semana, a mais de 13 anos de prisão por estupro, agressões e ameaças contra a ex-companheira, Jaíne Marques, em Rondônia. O réu pode recorrer da decisão em liberdade.
O caso veio à tona em 2023, quando Jaíne revelou que sofreu agressões por mais de um ano antes de reunir coragem para denunciar. Segundo ela, o silêncio se devia às constantes ameaças de morte e manipulações feitas por Dinho. O casal ficou junto por cerca de dois anos e tiveram uma filha.
“Eu apanhei na sexta, no sábado e no domingo. No domingo pra mim foi a gota d’água porque eu não tava conseguindo nem andar de tantos chutes que ele tinha me dado. Eu estava vendo a minha morte ali”, relembra.
A defesa do réu pediu a anulação das provas, alegando que foram obtidas sem autorização. No entanto, a juiza Keila Alessandra Roeder rejeitou o pedido e ressaltou que, em casos de violência doméstica, muitas vezes não há testemunhas e, portanto, gravações são formas de confirmar a versão da vítima. Além disso, o próprio réu confessou a veracidade dos vídeos.
Dinho foi condenado por todos os crimes apontados na denúncia, exceto pelo de constrangimento da filha, ainda criança. Segundo a sentença, não havia provas suficientes para sustentar essa acusação. Os crimes são:
Lesões corporais qualificadas
Vias de fato
Ameaças
Estupro e constrangimento ilegal
Dano qualificado
Violência psicológica
Ficou comprovado que o influenciador agredia e ameaçava a ex-companheira de morte. Além disso, segundo a sentença, ele tentava responsabilizá-la pelos próprios crimes, chegando a repetir esse comportamento em depoimento à Justiça.
“Ele falava: ‘ah você não vai conseguir viver sem mim’. Ele me ameaçava, dizia que se eu contasse pra alguém ele ia fazer uma coisa pior comigo, com as minhas filhas. Eu ficava com medo de falar pra alguém e ao mesmo tempo sair dali e ele vir atrás de mim”, relata Jaíne.
Em um dos episódios de violência, Jaíne estava com a filha no colo quando Dinho a atacou com chutes e socos, atingindo também o rosto da criança. Por isso, foi condenado pelas duas agressões no mesmo ato, o que resultou no aumento da pena.
(Foto: Arquivo Pessoal/Jaíne Marques)
Além dos 13 anos, nove meses e 26 dias de reclusão a serem cumpridos em regime inicialmente fechado, o réu também foi condenado a:
1 ano, 50meses e 2 dias de detenção;
3 meses e 17 dias de prisão simples.
29 dias-multa;
Pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a vítima.
“Foram dias difíceis, de dor e espera, mas a justiça não falhou. Hoje, meu coração respira aliviado. Nada apaga o que vivi, mas saber que a justiça foi feita traz paz”, comentou.
Segundo ela, o que mais deu força para denunciar o caso foi a esperança de quebrar um ciclo de violência familiar.
“Eu também não desisto pelas minhas filhas. Para que elas, lá na frente, não terem um relacionamento desse. Pra eu quebrar um ciclo, para que a minha próxima geração não passe pelo que eu passei”, relata.
O que diz a defesa?
Em nota, o escritório Lima & Castro Advocacia, responsável pela defesa de Dinho, confirmou que recebeu a decisão, mas destacou que o processo ainda comporta recurso.
Segundo a defesa, pontos importantes do processo serão analisados novamente pelas instâncias superiores. O escritório também destacou que a decisão não elimina o direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
A equipe disse que não vai comentar detalhes fora dos autos, em respeito às partes envolvidas, e reafirmou confiança nas instituições e no devido processo legal.
A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por testemunhas, mesmo anonimamente. É possível denunciar nos seguintes canais:
Ministério Público de Rondônia Telefone: 180 Telefone: 190