Autor: Garcia

  • Mais de seis mil alunos da mediação tecnológica estão sem aulas há cerca de 15 dias em RO

    Mais de seis mil alunos da mediação tecnológica estão sem aulas há cerca de 15 dias em RO

    Cerca de seis mil estudantes atendidos pelo Ensino Médio com Mediação Tecnológica (Medtec) estão sem aulas transmitidas há quase 15 dias em Rondônia. A interrupção ocorreu após problemas relacionados ao contrato responsável pela operação tecnológica do programa.

    Criado em 2016 pela Lei nº 3.846, o Medtec foi implantado para ampliar o acesso à educação em comunidades de difícil acesso no estado. O programa atende alunos de áreas rurais, indígenas, ribeirinhas e quilombolas, além de localidades onde há carência de professores habilitados para o ensino médio.
    O modelo funciona da seguinte forma: os alunos vão para a escola normalmente, mas ao invés de assistir a um professor presente, as aulas são transmitidas por internet.

    As aulas são produzidas por professores especialistas. Nas unidades de ensino, os estudantes contam com o acompanhamento presencial de professores mediadores.
    Ao g1, Natália, de 14 anos, estudante do 1º ano do Ensino Médio com Mediação Tecnológica e moradora da zona rural de Ariquemes (RO), relatou que, as atividades continuam sendo realizadas por meio da professora mediadora, a interrupção das transmissões afeta o aprendizado.
    “As videoaulas são bem explicadas e, agora, temos menos explicação do conteúdo. Uma das maiores dificuldades é perder o ritmo que tínhamos antes”, disse.

    De acordo com a empresa responsável pela execução do programa, a suspensão das transmissões tem gerado preocupação entre estudantes, familiares e profissionais da educação, principalmente devido à importância do Medtec para garantir o acesso ao ensino em regiões isoladas.
    Ainda segundo a empresa, nos últimos anos, alunos atendidos pela mediação tecnológica vêm se destacando nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em indicadores educacionais do estado.

    Em nota, a Secretaria de Educação do Estado de Rondônia (Seduc) informou que a interrupção das transmissões da Mediação Tecnológica ocorre devido a ajustes administrativos e contratuais.
    Segundo a secretaria, a licitação para contratação definitiva da empresa responsável não foi concluída na gestão anterior, o que exigiu uma contratação emergencial. Durante a execução do contrato, foi identificada a necessidade de revisar condições e valores previstos.

    A Seduc ainda afirma que trabalha para regularizar a situação e retomar as transmissões. Enquanto isso, os estudantes estão recebendo atividades pedagógicas alternativas, e a secretaria garante que haverá reposição dos conteúdos para evitar prejuízos ao calendário escolar.

    Fonte: g1 RO

  • PM RECUPERA MOTO ROUBADA E PRENDE SUSPEITO

    PM RECUPERA MOTO ROUBADA E PRENDE SUSPEITO

    Ação rápida da Polícia Militar resultou na recuperação do veículo, apreensão do simulacro utilizado no crime e prisão do autor poucas horas após o roubo.

    Na madrugada de quarta-feira (10), policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) recuperaram uma motocicleta roubada e prenderam um homem suspeito de praticar um roubo mediante grave ameaça na zona Leste de Porto Velho.

    A ocorrência teve início após um entregador informar que havia sido abordado por dois indivíduos que transitavam em uma bicicleta. Segundo relato da vítima, um dos suspeitos desembarcou e, utilizando um simulacro de arma de fogo, anunciou o assalto, exigindo a entrega da motocicleta e do aparelho celular.

    Após a ação criminosa, a vítima conseguiu contato com familiares e, por meio do sistema de rastreamento instalado na motocicleta, passou a acompanhar a localização do veículo. As informações foram repassadas às equipes policiais, que iniciaram diligências para localizar os autores.

    Durante as buscas, a motocicleta foi localizada nas proximidades de um estabelecimento comercial. No momento da abordagem, o suspeito tentou fugir ao perceber a presença policial, mas foi interceptado pelas equipes que atuavam na ocorrência. O veículo roubado foi recuperado no local.

    Durante a revista pessoal, os policiais encontraram um simulacro utilizado para intimidar a vítima durante o roubo. O objeto foi imediatamente reconhecido pela vítima como sendo o instrumento empregado na ação criminosa.

    Além da recuperação da motocicleta, a vítima realizou o reconhecimento do suspeito de forma segura e sem hesitação, apontando-o como o autor do crime. O aparelho celular subtraído durante a ocorrência não foi localizado.

    O suspeito recebeu atendimento médico em razão de escoriações sofridas durante a tentativa de fuga e, posteriormente, foi conduzido à Central de Flagrantes, onde ficou à disposição da autoridade policial para as providências cabíveis.

    A rápida integração entre a vítima, familiares e as equipes policiais foi fundamental para a localização do veículo e para a prisão do suspeito poucas horas após o crime.

    “A pronta resposta das equipes policiais demonstra o compromisso da Polícia Militar com a proteção da população e o combate aos crimes patrimoniais. A recuperação do bem e a prisão do suspeito reforçam a eficiência do trabalho desenvolvido diariamente pelo 1º BPM”, destacou o tenente-coronel PM Teixeira, Comandante do 1º BPM.

    P5: CABO TOMÉ

    FONTE: POLÍCIA MILITAR DE RONDÔNIA

  • PM PRENDE SUSPEITA DE TENTATIVA DE FURTO NO CENTRO DE PORTO VELHO

    PM PRENDE SUSPEITA DE TENTATIVA DE FURTO NO CENTRO DE PORTO VELHO

    Ação rápida da Polícia Militar e de equipe de monitoramento impediu a consumação do crime durante a madrugada.

    Na madrugada desta quarta-feira (10), policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) prenderam uma mulher suspeita de tentativa de furto em um imóvel comercial localizado na região central de Porto Velho.

    A ocorrência teve início após o acionamento de uma empresa de monitoramento em razão do disparo do sistema de alarme instalado no estabelecimento. Ao chegarem ao local, os responsáveis pela segurança constataram que uma das grades de proteção havia sido danificada, permitindo o acesso ao interior do imóvel.

     

    Durante a averiguação, a suspeita foi visualizada tentando fugir do local, sendo contida pela equipe de segurança até a chegada da Polícia Militar. Segundo informações levantadas durante a ocorrência, outro indivíduo também teria participado da ação criminosa, porém conseguiu fugir antes da chegada das equipes policiais.

    Os militares realizaram buscas minuciosas no imóvel e em áreas adjacentes, incluindo espaços de difícil acesso, mas o segundo suspeito não foi localizado.

    Durante a inspeção do prédio, foi constatado que parte da fiação elétrica de uma área desocupada havia sido subtraída anteriormente. Os policiais também verificaram que os acessos internos do imóvel poderiam ter sido utilizados para facilitar a ação criminosa.

    Durante os procedimentos de identificação, foram constatadas divergências nas informações fornecidas pela conduzida, sendo necessário realizar procedimentos complementares para confirmação de sua identidade.

    Diante dos fatos, a mulher recebeu voz de prisão pelos crimes apurados na ocorrência e foi encaminhada à Central de Flagrantes para as providências legais cabíveis.

    A rápida resposta da Polícia Militar, aliada à atuação da equipe de monitoramento, foi fundamental para impedir a consumação do delito e preservar o patrimônio da vítima.

    “A integração entre os sistemas de monitoramento e a pronta resposta policial tem sido fundamental para combater crimes patrimoniais e garantir maior segurança à população. O 1º BPM segue atuando de forma permanente na proteção da sociedade e na preservação da ordem pública”, destacou o tenente-coronel PM Teixeira, Comandante do 1º BPM.

    P5: CABO TOMÉ

    FONTE: POLÍCIA MILITAR DE RONDÔNIA

  • Terra onde ‘Índio do Buraco’ viveu isolado por décadas vira parque nacional em RO

    Terra onde ‘Índio do Buraco’ viveu isolado por décadas vira parque nacional em RO

    Terra do ‘Índio do Buraco’ vira parque: STF aprova plano para garantir proteção de povos.
    As terras onde o indígena conhecido como “Índio Tanaru” ou “Índio do Buraco”, último sobrevivente de seu povo que viveu sozinho e isolado há quase 30 anos em Rondônia, foi transformada em parque estadual através de um decreto publicado no Diário Oficial da União na quinta-feira (11).
    Até então, a terra era alvo de disputa judicial, reivindicada por fazendeiros. O decreto permite que as propriedades privadas dentro dos limites do parque sejam desapropriadas e prevê o uso das Forças Armadas, se necessário.

    As terras possuem cerca de 8 mil hectares e se espalha por quatro municípios de Rondônia: Chupinguaia, Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste. A área passa a se chamar Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru.

    Um dos objetivos da criação da unidade é preservar a memória do “Índio do Buraco” e de seu povo, considerado extinto, protegendo os sítios arqueológicos e áreas de relevância histórica.
    Desde que o indígena foi visto pela primeira vez, mais de 50 incursões de monitoramento foram realizadas pela Funai na floresta. Segundo o órgão, ao longo de 26 anos, 53 habitações do “Índio Tanaru” foram encontradas e todas seguiam o mesmo padrão arquitetônico: uma única porta de entrada/saída e sempre com um buraco no interior. Daí que surgiu seu nome.

    O documento de criação também cita a relevância de proteger o meio ambiente. O parque fica em uma área de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, com presença de espécies da fauna ameaçadas de extinção, como o macaco-aranha, o macaco-barrigudo e a onça-pintada.
    Além disso, o local possui zonas de recarga do Aquífero Parecis, uma das maiores reservas de água subterrânea do Brasil.

    O decreto estabelece ainda a criação de uma zona de amortecimento, uma área ao redor de um parque com regras especiais para proteger a unidade de conservação de impactos externos, principalmente da ação humana.
    A gestão ficará sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

    Quem era o Índio do Buraco?
    Em junho de 1996, o “Índio do Buraco”, também conhecido como Tanaru, foi visto pela primeira vez por homens brancos em Rondônia. Vinte e seis anos depois daquele “contato”, o indígena foi encontrado morto em seu território, em agosto de 2022.

    O homem, conhecido por viver sozinho e isolado na densa floresta Amazônica, morreu como o último de seu povo, sem que sua etnia e sua língua fossem descobertas. O indígena resistiu ao contato com o homem branco até sua morte.

    O ‘Índio do Buraco’, apesar de ter vivido isolado por mais de 30 anos, nem sempre esteve só. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai) os últimos membros do seu povo foram mortos em 1995.
    Ele recebeu o nome “Índio do Buraco” porque fazia escavações em suas palhoças. Ninguém chegou a descobrir o motivo e real utilidade delas.