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  • Planta que anda? Conheça a palmeira da Amazônia que parece se mover pela floresta

    Na Amazônia, uma palmeira apoiada sobre raízes que lembram pernas gigantes desperta curiosidade por supostamente se deslocar entre as árvores. Mas a planta anda mesmo? Segundo a doutora em Botânica e professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura, tudo não passa de ilusão.
    “É um processo natural de substituição das raízes de apoio. Novas raízes crescem e as antigas se decompõem, gerando uma falsa sensação de movimento”, explica.

    Ou seja, as novas raízes crescem em outras direções, enquanto as antigas morrem naturalmente. Para quem observa a planta em épocas diferentes, a impressão é que ela mudou de lugar.
    A planta é conhecida popularmente como paxiúba ou “palmeira-andante”. A crença de que ela caminha pela floresta surgiu justamente por causa dessas “raízes escora”, estruturas que podem atingir até dois metros de altura e lembram tentáculos ou grandes pernas de aranha. Porém, segundo Osvanda, não há evidência científica de deslocamento ativo do tronco.

    “O resultado é uma ilusão. O tronco parece se deslocar quando, na verdade, permanece no mesmo lugar”, explica.

    Adaptação para sobreviver
    As raízes que deram fama à paxiúba têm função essencial para a sobrevivência da espécie. Encontrada principalmente em áreas úmidas, como várzeas e regiões sujeitas a alagamentos, a planta precisa de um sistema eficiente de sustentação.
    “A principal função dessas raízes é garantir estabilidade em solos pantanosos, instáveis e frequentemente alagados”, explica a professora.

    Além disso, as raízes ajudam na troca de gases em ambientes com pouco oxigênio e contribuem para que a planta alcance melhores condições de luminosidade.
    Socratea exorrhiza pertence à família das Arecaceae, que ocorre da América Central até à Bacia do Amazonas

    Importância para a fauna
    A paxiúba também tem papel importante na cadeia alimentar da floresta. Seus frutos são consumidos por diferentes animais, como macacos, antas, porcos-do-mato e aves, incluindo tucanos.
    “Ela serve de base para a cadeia alimentar local. Os animais que consomem seus frutos também ajudam na dispersão das sementes, contribuindo para a regeneração da floresta”, afirma Osvanda.
    As raízes ainda funcionam como abrigo para pequenos mamíferos, insetos e outros organismos.

    Uso por comunidades tradicionais
    A palmeira também faz parte do cotidiano de comunidades amazônicas. A madeira é utilizada na construção de casas e estruturas rústicas. Já as sementes são transformadas em artesanato e biojoias.
    Há registros de usos na medicina tradicional, além do aproveitamento das raízes espinhosas para ralar mandioca.
    “As raízes passam por um processo de preparação para que os espinhos fiquem mais resistentes e possam ser utilizados nesse trabalho”, explica a pesquisadora.

    Como identificar a paxiúba?
    A espécie, conhecida cientificamente como Socratea exorrhiza, é típica da Amazônia, mas também ocorre em outras regiões tropicais da América Central e do Su. A planta possui raízes aéreas espinhosas que formam uma espécie de cone, sustentando o tronco acima do solo.
    O tronco é fino, reto e liso, podendo atingir entre 10 e 20 metros de altura — com registros de exemplares que chegam a cerca de 30 metros.
    As folhas ficam concentradas na copa e têm formato semelhante ao de plumas. Além de paxiúba ou paxiubeira, a espécie também é conhecida como palmeira-andante, palmeira-caminhante e sete-pernas.

    Risco de desaparecimento
    Como outras espécies amazônicas, a paxiúba enfrenta ameaças como desmatamento, queimadas e mudanças climáticas. Segundo a pesquisadora, o desaparecimento da espécie poderia causar impactos em diferentes níveis do ecossistema.
    “Os frutos alimentam diversos animais, as raízes servem de abrigo para a fauna e a espécie participa da dinâmica da floresta. Sua ausência provocaria efeitos em cascata”, afirma.

    Além dos danos ambientais, comunidades que utilizam a planta também seriam afetadas.
    “Toda espécie possui uma função ecológica. A conservação da paxiúba é essencial para a manutenção da biodiversidade e do equilíbrio das florestas tropicais”, conclui.

     

  • Gavião pousa em câmera de repórter e aparece ao vivo em RO

    A câmera do repórter Agnaldo Martioli estava posicionada para mostrar o céu claro e sem nuvens durante o Bom Dia Rondônia, primeiro telejornal do dia na Rede Amazônia, quando um visitante inusitado apareceu: um gavião pousou.
    “Ele pousou no tripé, em um local que achou que era um poleiro. E aí ficou por alguns minutos, observando ao redor”, contou o repórter.

    Foi com essa imagem que o último bloco do jornal foi ao ar: o gavião, no centro da câmera, com olhos atentos e exibindo toda a sua beleza.
    Segundo Agnaldo, o animal já é conhecido no polo da Rede Amazônica em Ji-Paraná (RO). A torre da emissora serve como casa para ele.

    “Ele nos deixou, infelizmente, ele teve que ir trabalhar. Porque provavelmente ele teve que caçar alguma coisa para comer. Até porque é final de semana e o bichinho deve estar com fome”, conta o repórter bem humorado.
    Segundo o biólogo e médico veterinário especialista em aves, Guilherme Marieto, o animal é um gavião-carijó, espécie que se adapta muito fácil em ambientes alterados pela ação humana.

    “Aprendeu a caçar pardal e outras pragas urbanas e rural. E na área urbana se deu bem por não ter predadores (gaviões maiores)”, explica.

    Fonte: g1 RO

  • Azul começa voo de carga entre Campinas e Porto Velho e prevê redução no prazo de entrega

    Azul começa voo de carga entre Campinas e Porto Velho e prevê redução no prazo de entrega

    A Azul Logística começou nesta semana uma nova rota de transporte de cargas entre Campinas (SP) e Porto Velho. A operação tem como objetivo melhorar a ligação aérea com a Região Norte e reduzir o tempo de entrega de mercadorias.
    Segundo a empresa, o primeiro voo transportou cerca de 20 toneladas de carga. A rota passa a ter frequência regular de três voos por semana.
    As partidas de Campinas acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras. Já os voos de retorno saem de Porto Velho às terças, quintas e sábados.

    De acordo com a Azul Logística, a nova ligação foi criada para atender à demanda por entregas mais rápidas, principalmente de produtos do comércio eletrônico, medicamentos, peças e cargas em geral.
    A empresa afirma que, em alguns casos, o tempo de transporte para a Região Norte pode cair de mais de dez dias para cerca de três a quatro dias, dependendo da origem e do destino final da carga.

    A operação faz parte da estratégia da companhia de integrar transporte aéreo, rodoviário e fluvial para atender diferentes regiões do país. A partir de Porto Velho, as cargas podem seguir para outros municípios da Região Norte.
    A rota é operada por aeronaves cargueiras Airbus A321 da Azul Logística.

  • Lei permite que pets sejam enterrados junto com seus tutores em Rondônia

    Cães e gatos de estimação agora podem ser sepultados juntos com seus donos no mesmo jazigo. O direito foi garantido com a sanção da Lei 6.402, de 7 de maio de 2026, que tem como um dos objetivos reconhecer que os pets são membros que integram o núcleo familiar moderno.

    Segundo a norma, promulgada pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), as regras para o sepultamento deverão ser regulamentaras pelo serviço funerário de cada município e as despesas serão de responsabilidade da família e responsáveis pelo jazigo.
    A lei é de autoria da deputada Ieda Chaves e tem o objetivo de garantir um local digno para o repouso final desses animais como uma forma de respeitar o sentimento das famílias e de evitar descartes inadequados que agridem o meio ambiente.

    Fonte: g1