Categoria: Geral

  • Explosão deixa um morto e danifica mais de 40 residências na zona oeste de São Paulo

    Incidente aconteceu após rede de gás ser atingida durante obra da Sabesp; ao menos três pessoas ficaram feridas

    Um homem de 50 anos morreu soterrado após a explosão, na tarde desta segunda-feira (11), no bairro Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. O incidente foi provocado por uma obra de remanejamento de tubulação de água da Sabesp. Segundo a própria companhia de água, a rede de gás foi atingida durante o serviço.

    De acordo com a Defesa Civil, ao menos 46 imóveis foram danificados e 10 completamente destruídos pela explosão. Três pessoas foram socorridas e encaminhadas para hospitais, sendo uma delas um funcionário da Sabesp. Dois seguem internados em estado delicado. Uma pessoa está desaparecida.

    Os moradores de um condomínio, que teve janelas danificadas, estão sendo orientados pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros a deixarem os apartamentos. Será feita uma vistoria para que os moradores possam retornar.

    Ainda de acordo com os bombeiros, a situação foi resolvida e não há mais risco de explosão.

    Em nota, a Comgás informa que recebeu um chamado para vazamento de gás decorrente de obras de terceiros e afirma que não realizava manutenções no local.

    A Sabesp afirma que acionou a concessionária responsável para adoção dos procedimentos técnicos necessários e que “durante a mobilização da equipe técnica para realização do reparo, ocorreu a explosão”.

    FONTE: SBT NEWS 

  • Ampliação do Luz para Todos reforça acesso à energia na Amazônia Legal

    Ampliação do Luz para Todos reforça acesso à energia na Amazônia Legal

    Está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11/5) o Decreto nº 12.964 , de 8 de maio de 2026, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que amplia o alcance do Programa Luz para Todos e reforça a estratégia do Governo Federal para universalizar o acesso à energia elétrica no país. O texto atualiza as regras do Decreto nº 11.628/2023 com foco na inclusão social, no desenvolvimento produtivo e na ampliação do atendimento em regiões remotas, especialmente na Amazônia Legal.

    Com a medida, o programa passa a priorizar o atendimento a famílias chefiadas por mulheres inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), famílias com pessoas com deficiência, idosos dependentes ou beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, extrativistas, agricultores familiares e povos tradicionais.

    O decreto também fortalece o uso produtivo da energia elétrica como instrumento de geração de renda e desenvolvimento socioeconômico local. A nova regulamentação permite que o Luz para Todos atenda estruturas comunitárias e produtivas no meio rural e em regiões remotas da Amazônia Legal, beneficiando atividades ligadas à sociobioeconomia, ao agroextrativismo, ao beneficiamento de alimentos e a empreendimentos comunitários.

    Outra mudança prevista é a ampliação do prazo de execução do programa para áreas rurais até dezembro de 2028, com encerramento financeiro até 2029. O texto também determina que os novos atendimentos contem com infraestrutura resiliente, adequada às condições climáticas, territoriais e logísticas da Amazônia Legal, com foco na sustentabilidade e na redução das desigualdades regionais.

    Desde a criação do Luz para Todos, em 2003, cerca de 3,8 milhões de famílias foram beneficiadas em todo o País, alcançando aproximadamente 17,9 milhões de pessoas. Apesar dos avanços, levantamentos do Ministério de Minas e Energia indicam que ainda existem cerca de 238 mil famílias sem acesso à energia elétrica, sobretudo em áreas rurais e regiões remotas da Amazônia Legal.

    Lula anuncia R$ 130 bilhões em distribuição de energia e reforça ampliação do Luz para Todos

    Durante evento realizado na última sexta-feira (8/5), em Brasília, Lula destacou o impacto social do programa. “Eu lembro que, quando nós lançamos o programa, a coisa mais extraordinária que eu vi foi uma mulher dizendo que foi a primeira vez que viu o filho dormindo, porque, quando você tem um candeeiro, você não vê, é tudo um vulto. Esse programa é revolucionário”, afirmou o presidente. “Às vezes, é triste, porque tem gente que mora vizinho à hidrelétrica e não tem energia elétrica. Não é porque custa caro, é porque, muitas vezes, as pessoas mais humildes são tratadas como se fossem invisíveis”, completou.

    Segundo o Ministério de Minas e Energia, o programa já conta com orçamento aprovado de R$ 2,57 bilhões para 2026, destinado ao atendimento de até 122 mil novas famílias. Somados aos recursos já previstos, os investimentos totalizam R$ 6 bilhões neste ano.

    Fonte: Agência Gov | Via Casa Civil

  • Mega-Sena, concurso 3.005: nenhuma aposta acerta as seis dezenas e prêmio vai a R$ 45 milhões

    O sorteio do concurso 3.005 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (7), em São Paulo.
    Nenhuma aposta acertou as seis dezenas e o prêmio acumulou em R$ 45 milhões.

    Veja os números sorteados: 17 – 23 – 29 – 30 – 48 – 50

    Segundo a Caixa, ninguém acertou os seis números.

    5 acertos – 25 apostas ganhadoras: R$ 70.003,53
    4 acertos – 2.594 apostas ganhadoras: R$ 1.112,08

    Fonte: g1

     

  • Câmara aprova MP que prevê renovação automática da CNH

    A medida é válida para os incritos no no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC)

    A Câmara dos deputados aprovou nesta quinta-feira (7) a Medida Provisória (MP) 1327/25, que prevê, entre outros pontos, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). O texto segue agora para análise do Senado.

    O RNPC oferece benefícios a motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses, como descontos em tributos, pedágios, estacionamentos e seguros, além de prever a renovação sem custos da carteira de motorista.

    A MP trata de outras mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, ao permitir a emissão física ou digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a critério do condutor.

    A medida prevê ainda que a União fixe preço para exames de aptidão física e mental e para avaliação psicológica. Os valores serão reajustados anualmente de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    No parecer, o relator na comissão mista que analisou a MP, senador Renan Filho (MDB-AL), afirma que as alterações propostas modernizam o trâmite de renovação.

    “As mudanças representam importante avanço no processo de modernização, racionalização e redução de custos associados ao sistema brasileiro de habilitação de condutores.”

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 8 milhões nesta terça-feira

    As seis dezenas do concurso 3.004 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

    O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.

    O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

    As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site Loterias Caixa.

    O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

    Fonte: Agência Brasil

  • Uniões homoafetivas completam 15 anos de reconhecimento pelo STF

    Uniões homoafetivas completam 15 anos de reconhecimento pelo STF

    No dia 5 de maio de 2011, há exatos 15 anos, uma decisão unânime dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu uniões homoafetivas como núcleos familiares com os mesmos direitos de casais heterossexuais.

    A decisão não só abriu portas para garantir benefícios de uma união estável – como herança, garantias fiscais, previdenciárias e de saúde –, como também marcou o início de uma década e meia de conquistas e avanços sociais.

    O presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, Claudio Nascimento, foi um dos primeiros converter a união estável em casamento pela justiça do Rio de Janeiro, em 2011.

    Ele relembra as dificuldades que enfrentou após o falecimento de seu companheiro nos anos 1990, vítima da de HIV:

    “Quando alguém falecia, [a família] vinha como urubu na carniça, em cima do que foi construído de patrimônio pelos dois companheiros ou companheiras. Isso foi um processo bastante doloroso para toda a comunidade LGBT nas décadas de 1980, 1990 e anos 2000 e, durante esse período, batalhamos demais para que esse direito fosse alcançado.”

    Antes da decisão, não havia uma jurisprudência consolidada sobre o reconhecimento da união homoafetiva, e os casos dependiam da interpretação de cada juiz.

    Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 cerca de 58 mil casais homoafetivos viviam em união estável. Já no último Censo, realizado em 2022, esse número saltou para 480 mil.

    Garantias legais
    O casal Luiz Carlos de Freitas e Nelson de Castro estão juntos há 28 anos (imagem em destaque). Eles contam que a decisão de formalizar a união em 2011 foi algo mais simbólico do que propriamente prático.

    Luiz Carlos, ativista e um dos fundadores do Grupo Arco-Íris, conta que a ausência de garantias legais para casais homoafetivos fez com que ele e o marido buscassem outras alternativas.

    “Tivemos de adotar medidas preventivas de proteção patrimonial, como seguro de vida, registro de bens em nome de ambos, testamento e outras providências orientadas por advogados. Com o reconhecimento legal, passamos a ter maior segurança jurídica e a certeza de que os riscos de litígios familiares, motivados pela não aceitação da nossa relação, tornaram-se muito menores”.

    No dia a dia, ele reafirma a relação com naturalidade nos espaços sociais que frequenta entre vizinhos, colegas de trabalho, amigos e familiares. Luiz Carlos sente que a recepção mudou nos últimos 15 anos para um cenário de maior respeito, legitimidade e normalização.

    “Buscamos contribuir por meio de ações pontuais, como participação em debates, palestras e iniciativas comunitárias. São intervenções localizadas, mas que, cumulativamente, participam da reconfiguração do imaginário social.”

    Luiz Carlos reforça que a luta por igualdade plena não acabou, e que vários desafios relacionados à discriminação, violência e assimetrias no acesso a direitos permanecem.

    Avanços sociais
    Para Claudio Nascimento, a comunidade LGBTQIA+ ficou deixada “à própria sorte” depois da decisão do STF, sem muitos esclarecimentos sobre direitos e como eles poderiam ser aplicados.

    À época, uma preocupação dos grupos ativistas foi justamente informar e também estimular a busca pela formalização das uniões estáveis.

    “A gente entendia que era importante educar a comunidade para os seus direitos e a sociedade, também, como um todo. Então, era necessário estar ocupando diversas frentes de ação para divulgar e garantir que [a lei] fosse cumprida”.

    Com essa intenção, foram feitas campanhas na frente de cartórios, além de diversos casamentos coletivos. Algumas se tornaram as maiores cerimônias de casamento civil homoafetivo e transafetivo da história brasileira.

    Em 2015, na cidade do Rio de Janeiro, uma cerimônia reuniu 350 casais e mais de 6 mil convidados.

    Avanço mundial
    O reconhecimento no Brasil seguiu um avanço mundial em relação aos direitos de pessoas LGBTQIA+.

    Em 2009, apenas sete países permitiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo (Bélgica, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Canadá e África do Sul) e oito a união civil, com todos ou praticamente todos os direitos do casamento (Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Islândia, Suíça, Reino Unido, Nova Zelândia e Colômbia).

    Já em 2026, o casamento passou a ser legalizado em 38 países, sendo 11 só no continente Americano. Outros 11 países permitem alguma forma de reconhecimento legal da união, alternativa ao casamento.

    Decisão histórica
    Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução 175/2013, impedindo que cartórios de todo o país se recusassem a converter uniões estáveis homoafetivas em casamentos, ou a celebrar o casamento em primeira mão, sem a necessidade de uma união estável prévia.

    A decisão se tornou patrimônio documental da humanidade no Registro Nacional do Brasil, pelo Programa Memória do Mundo da Unesco.

    Outra vitória importante para garantir direitos e proteção contra violência, foi a criminalização da LGBTfobia, que entrou em vigor em 2019 e equipara a homofobia e a transfobia ao crime de racismo.

    Desafios
    Dados do IBGE indicam que, em 2022, 58% dos casais LGBTQIA+ eram formados por mulheres; e 42%, por homens. A união consensual é a mais comum, totalizando 77,6% dos casais. Seguida pelo casamento no civil (13,5%), civil e religioso (7,7%) e apenas religioso (1,2%).

    União estável e casamento têm o mesmo valor jurídico em termos de direito sucessório. Uma diferença é que a união estável não altera o estado civil, a pessoa continua solteira, divorciada ou viúva, por exemplo.

    De acordo com a advogada Marília Goes Guerini, que atua nas áreas de união estável e dupla maternidade com foco em casais LGBTQI+, a ausência de uma lei pode trazer insegurança jurídica.

    “Eu acredito que essa é a nossa principal diferença, entre ter uma lei que proteja de fato um direito constituído e ter uma decisão judicial, como é o caso da decisão de 2011 do STF e depois a resolução do CNJ, que é um órgão do poder judiciário e não tem força de lei”, aponta.

    O advogado Paulo Iotti é especialista em Direito da Diversidade Sexual e de Gênero.

    “A lei te dá mais segurança jurídica, porque é mais difícil mudar a lei do que mudar a decisão judicial, que fica aos sabores da atual composição do STF.”

    Um dos principais articuladores jurídicos para criminalizar a LGBTfobia, Lotti pontua que a ala conservadora dentro do Supremo pode representar um risco a esses direitos. Ele relembra que, em 2023, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei para proibir casamentos homoafetivos.

    “Enquanto tivermos maioria no STF, temos direitos garantidos. Isso pode mudar se as quatro nova indicações – essa que está em aberto e outras três, de 2029 e 2030 – indicarem juristas reacionários ao STF.”

    Marília Goes Guerini defende que uma das pautas mais urgentes para a comunidade LGBT é a regulamentação de uma legislação específica, uma alteração no Código Civil que inclua o casamento e regulamentação da parentalidade.

    “Eu acho que o mais importante de tudo para nós é, de fato, a regulamentação, é a visibilidade, é que o Legislativo olhe para a nossa comunidade como olha para as dores de qualquer outra comunidade, para qualquer outra minoria”, concluiu.

    Fonte: Agência Brasil

  • Congresso derruba veto ao PL da Dosimetria e impõe nova derrota ao Governo

    Projeto reduz penas de condenados por atos golpistas e deve beneficiar Bolsonaro; texto foi fatiado para não beneficiar outros criminosos

    Em sessão conjunta nesta quinta-feira (30), o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos golpistas, incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A sessão foi realizada em duas etapas, primeiro com os votos da Câmara e depois com os do Senado. Foram 318 deputados a favor da derrubada do veto e 144 a favor da manutenção, além de 5 abstenções. Entre senadores, o placar foi de 49 a 24. A votação cumpriu a exigência de maioria absoluta na Câmara (257) e no Senado (41).

    O resultado foi muito comemorado pela oposição, capitaneada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que explodiu no plenário da Câmara aos cantos de “olê olê, vamos para a rua derrubar o PT”.

    É a segunda derrota maiúscula do governo em menos de 24h. Na noite de quarta (29), o indicado de Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, tornou-se o primeiro a ser rejeitado pelo Senado em mais de um século.

    Tratado como uma espécie de alternativa ao projeto de anistia, o PL da Dosimetria altera regras do Código Penal e da Lei de Execução Penal para reduzir penas de acordo com o tipo de condenação. O texto foi aprovado no Senado em dezembro do ano passado, mas foi vetado por Lula em uma data simbólico no início deste ano: 8 de janeiro, no terceiro aniversário da depredação à sede dos Três Poderes.

    Com a derrubada, o projeto agora vira lei. O governo ainda tem uma saída: judicializar a questão e recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), que pode declarar a inconstitucionalidade de trechos ou da íntegra da lei.

    Fatiamento

    Em acordo prévio à votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), fatiou o PL para evitar que o projeto estendesse o benefício de progressão de pena a criminosos comuns. Com isso, o texto reduzirá as penas apenas aos condenados pelos atos do 8 de janeiro.

    Caso o projeto fosse promulgado na íntegra, alguns trechos iriam se sobrepor à Lei Antifacção, sancionada por Lula em março.

    “Esta presidência declara a prejudicialidade dos vetos aos incisos 4 a 10 do artigo 112 da lei de execução penal, alterados pelo artigo 1 do PL da Dosimetria. Ficam assim excluídos da votação do veto os referidos dispositivos. Por fim, esclareço ao plenário que essa matéria é um veto total. E, por esta razão, teremos apenas uma votação, com apuração no painel. Caso veto seja rejeitado, será promulgada a integralidade do projeto, com exceção dos dispositivos declarados prejudicados pela decisão desta presidência”, anunciou Alcolumbre antes da análise do veto.

    Fica estipulado pelo texto:

    • Impedir a soma de penas: quando os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito ocorrerem no mesmo contexto, aplica-se apenas a pena mais grave, o que reduz significativamente o tempo total de prisão;
    • Menos pena para quem estava na multidão: se alguém cometer crimes contra a democracia em um “contexto de multidão”, a pena será reduzida de um terço a dois terços. A medida se aplica só para aqueles que não tiveram papel de liderança e não participaram do financiamento dos atos;
    • Flexibilizar a progressão de regime: reduz o percentual necessário para progredir de um regime mais severo para um mais brando. Para condenados primários nos crimes contra o Estado democrático de direito, independentemente de o réu ser reincidente ou usar violência, ou grave ameaça, o índice cairia para 16% do cumprimento da pena.

    O projeto vale para processos já julgados ou pendentes. É o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Com a dosimetria, a pena em regime fechado do ex-mandatário, atualmente em prisão domiciliar, cai para cerca de 3 anos.

    Ao vetar integralmente o texto, em janeiro, Lula argumentou que “a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República, violando o fundamento disposto no art. 1º da Constituição”.

    Ainda segundo a decisão presidencial, o PL poderia comprometer o ordenamento jurídico e o sistema de garantias fundamentais, contrariando princípios como proporcionalidade, isonomia e impessoalidade.

    FONTE: SBT NEWS

  • Lula relata decepção com Moraes e Pacheco em aliança para derrotar Messias

    Presidente viu digitais da dupla na operação comandada por Alcolumbre que rejeitou indicação ao STF

    Em clima de inconformismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou a seu ministros que está pessoalmente decepcionado com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e com o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), porque viu as digitais de ambos na operação que resultou na pior derrota de seu governo. Na noite desta quarta-feira, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, uma negativa só vista no Brasil há 132 anos.

    O desabafo do presidente foi feito no Palácio da Alvorada, horas após a derrota de Messias. Abalado, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) chorou e foi consolado por Lula. Participaram do encontro os ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e José Múcio Monteiro (Defesa), além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    Lula considerava Moraes um aliado na Suprema Corte desde 8 de janeiro de 2023, quando o magistrado relatou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Nos bastidores, o ministro do STF nega ter atuado para derrotar Messias em uma articulação com bolsonaristas, de quem é alvo preferencial.

    No caso de Pacheco, o presidente viu um movimento de vingança por ter preterido o senador na escolha para a Corte. O ex-presidente do Senado também nega a traição ao governo e lembra que almoçou com Messias na véspera de sua sabatina, na presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, e subscreveu uma carta de apoio ao AGU.

    Lula ainda avalia que o ministro Flávio Dino, alçado por ele ao STF, também trabalhou contra por desavenças pessoais com o AGU, da época em que os dois disputavam a indicação de Lula ao tribunal. Procurado, o magistrado afirmou que, de acordo com a Lei da Magistratura Nacional, não comenta temas de natureza política.

    FONTE: SBT NEWS