Autor: JORNAL FOLHA DA MATA

  • PF vai ouvir novos investigados em apuração sobre o Banco Master

    PF vai ouvir novos investigados em apuração sobre o Banco Master

    Investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo o banco e a tentativa de compra da instituição pelo BRB

    A Polícia Federal vai colher, a partir da próxima semana, novos depoimentos na investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. O inquérito também analisa a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

    controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, já prestou depoimento à PF. Ele afirmou que a diretoria de fiscalização do Banco Central teria apoiado, em um primeiro momento, uma solução de mercado para o banco, mas que “forças internas” do BC e do próprio mercado teriam prevalecido posteriormente.

    O Banco Central rebateu a versão apresentada por Vorcaro. Em nota, a autoridade monetária afirmou que foi a própria área de supervisão que identificou as irregularidades, comunicou os fatos ao Ministério Público Federal e propôs a liquidação extrajudicial das instituições do grupo.

    Quem será ouvido pela Polícia Federal?

    Após a repercussão das declarações, a Polícia Federal definiu um cronograma para ouvir oito investigados, garantindo acesso prévio das defesas aos depoimentos já colhidos em dezembro.

    Entre os investigados que serão ouvidos estão:

    • Dário Garcia Junior, diretor financeiro do BRB
    • Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master;
    • Luiz Antonio Bull, diretor do Banco Master;
    • Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição.

    Os depoimentos começam na próxima semana. Na terça-feira, por exemplo, estão previstos os depoimentos de Luiz Antonio Bull e Augusto Ferreira Lima.

    FONTE: SBT NEWS

  • Prefeito de Vilhena Flori mira governo de Rondônia e cita apoio do Presidente do Podemos Léo Moraes

    Prefeito de Vilhena Flori mira governo de Rondônia e cita apoio do Presidente do Podemos Léo Moraes

    Quem está animado e serelepe, apresentando-se como candidato ao Governo de Rondônia, é o prefeito de Vilhena, o Delegado Flori. Ele tem tomado medidas na sua cidade para conquistar a população e, recentemente, concedeu aumento de 30 por cento nos salários do funcionalismo, algo inédito na história de alguma Prefeitura do Estado, ao menos na última década.

    Flori tem percorrido a mídia do Estado, postando-se como um nome viável para comandar Rondônia. Numa longa entrevista aos sites Rondônia Dinâmica e Informa Rondônia, nesta semana, ele falou de ideias, planos e deixou clara qual sua posição política: ““Eu sou um candidato de direita. Acredito no direito do cidadão de fazer as suas escolhas, na liberdade individual, no livre mercado”.

    Na conversa, ele destacou que a decisão do deputado federal Fernando Máximo em disputar o Senado e não ao governo, abriu a possibilidade de ele, Flori, entrasse no jogo. Em outra entrevista, desta vez na Rádio Parecis FM (programa Papo de Redação, dos Dinossauros), Flori afirmou que vai buscar o apoio do presidente do seu partido, o prefeito Léo Moraes, de Porto Velho, para consolidar sua candidatura pelo Podemos.

    Flori ainda vendeu seu peixe como bom Prefeito e administrador. Desafiou a quem quer que seja a apresentar, como ele o fez, um pacote de obras de 60 milhões de reais para sua cidade, em pleno início de ano. Flori quer o Governo. E vem com tudo!

    FONTE: OPINIÃO DE PRIMEIRA –  AUTOR: SERGIO PIRES

    CREDITO FOTO: EXTRA DE RONDÔNIA

  • Clínica de reabilitação de drogas e a construção de um caminho sustentável para a recuperação

    Clínica de reabilitação de drogas e a construção de um caminho sustentável para a recuperação

    A dependência química costuma gerar rupturas nos relacionamentos familiares, marcadas por desconfiança, conflitos e desgaste emocional.

    O tratamento moderno da dependência química passou a ser orientado por modelos terapêuticos integrados, que reconhecem a necessidade de cuidar do corpo, da mente e das relações sociais ao mesmo tempo. Essa visão mais ampla contribui para resultados mais consistentes e reduz as taxas de recaída ao longo do tempo.

    Dependência química como condição tratável e acompanhamento contínuo

    A ciência tem demonstrado que a dependência altera circuitos cerebrais ligados à recompensa, à motivação e ao autocontrole. Essas mudanças explicam por que muitas pessoas continuam a usar drogas mesmo diante de prejuízos evidentes. Por isso, o tratamento eficaz não pode se limitar à interrupção do consumo, sendo necessário um acompanhamento que permita reestruturar padrões de comportamento e pensamento.

    Clínicas especializadas trabalham com a ideia de que a recuperação é um processo contínuo, que exige etapas bem definidas, monitoramento clínico e apoio emocional constante. Esse acompanhamento ajuda o paciente a compreender os mecanismos da dependência e a desenvolver estratégias para lidar com situações de risco.

    Desintoxicação supervisionada como etapa inicial do tratamento

    A fase de desintoxicação é o primeiro passo para muitos pacientes, sobretudo aqueles que fazem uso prolongado de substâncias. Durante esse período, o organismo passa por adaptações que podem gerar sintomas físicos e psicológicos intensos, como irritabilidade, insónia, tremores e crises de ansiedade.

    Por esse motivo, a desintoxicação deve ocorrer sob supervisão médica, com recursos para aliviar os sintomas e prevenir complicações. Essa etapa garante condições físicas mais estáveis para que o paciente possa participar activamente das intervenções terapêuticas que se seguem.

    Psicoterapia e desenvolvimento de habilidades emocionais

    Após a estabilização clínica, o tratamento passa a concentrar-se no fortalecimento emocional e na compreensão das causas que levaram ao uso de drogas. A psicoterapia individual permite explorar experiências passadas, identificar padrões de comportamento e trabalhar questões como baixa autoestima, impulsividade e dificuldades de relacionamento.

    As terapias em grupo complementam esse processo ao criar um espaço de troca e aprendizagem social. O contacto com outras pessoas em recuperação ajuda a reduzir o isolamento, promove o sentimento de pertença e estimula a responsabilidade individual dentro de um contexto colectivo.

    Programas personalizados e foco na autonomia do paciente

    Cada pessoa chega à clínica com uma história diferente, níveis distintos de dependência e contextos sociais específicos. Por isso, os programas mais eficazes são aqueles que se adaptam às necessidades individuais, em vez de aplicar modelos padronizados para todos os pacientes.

    Planos terapêuticos personalizados permitem ajustar a intensidade das actividades, a duração do tratamento e os tipos de intervenção utilizados. Esse nível de personalização aumenta o envolvimento do paciente no processo e favorece a construção de autonomia, objectivo central da reabilitação.

    Ambiente estruturado e reconstrução da rotina

    O ambiente da clínica funciona como um espaço de reorganização da vida quotidiana. Rotinas com horários definidos para actividades terapêuticas, exercícios físicos, momentos de lazer e descanso ajudam a restabelecer hábitos saudáveis, frequentemente perdidos durante períodos de uso activo de drogas.

    Essa estrutura também reduz a exposição a estímulos associados ao consumo, permitindo que o paciente se concentre na recuperação sem interferências externas. A previsibilidade da rotina contribui para diminuir a ansiedade e desenvolver maior capacidade de planeamento e autocontrolo.

    Reabilitação social e preparação para a vida fora da clínica

    Um dos desafios mais significativos após o tratamento é a reintegração social e profissional. Retomar estudos, procurar emprego ou reconstruir relações familiares exige preparação e suporte. Por isso, algumas clínicas incluem actividades voltadas ao desenvolvimento de competências sociais, educação financeira e orientação profissional.

    Essas iniciativas ajudam o paciente a construir projectos de vida realistas e a recuperar a confiança nas próprias capacidades. A percepção de que é possível retomar o controlo da própria trajectória é um dos factores mais importantes para a manutenção da abstinência.

    Prevenção de recaídas como parte essencial do processo

    A recaída é considerada um risco presente em qualquer processo de recuperação e deve ser trabalhada de forma preventiva. Programas de reabilitação eficazes ensinam o paciente a identificar gatilhos emocionais, pressões sociais e situações de vulnerabilidade que podem levar ao consumo.

    Estratégias como planeamento de respostas, fortalecimento da rede de apoio e procura de ajuda em momentos críticos são desenvolvidas ao longo do tratamento, preparando o indivíduo para enfrentar desafios futuros com maior segurança.

    Envolvimento da família e reconstrução de vínculos

    A dependência química costuma gerar rupturas nos relacionamentos familiares, marcadas por desconfiança, conflitos e desgaste emocional. A inclusão da família no processo terapêutico é fundamental para reconstruir esses vínculos e criar um ambiente mais favorável à continuidade da recuperação.

    Sessões de orientação ajudam familiares a compreender a natureza da dependência e a adoptar posturas mais eficazes de apoio, evitando comportamentos que, mesmo sem intenção, podem contribuir para recaídas.

    O papel das clínicas na redução de impactos sociais

    Além dos benefícios individuais, o tratamento adequado da dependência química contribui para a redução de problemas sociais associados, como evasão escolar, desemprego e conflitos familiares. Ao promover a recuperação e a reintegração social, as clínicas desempenham uma função relevante na saúde pública e no fortalecimento das comunidades.

    Compre vitaminas e suplementos

    Dentro desse contexto, instituições como o Grupo Domingues desenvolvem programas que integram acompanhamento clínico, suporte psicológico e actividades voltadas à autonomia, alinhando-se às práticas mais actuais no tratamento da dependência química.

    Recuperação como processo de reconstrução de identidade

    Mais do que abandonar o uso de substâncias, a recuperação envolve redefinir valores, objectivos e relações. Esse processo de reconstrução de identidade é gradual e exige apoio contínuo, tanto durante a internação quanto após o retorno ao convívio social.

    Quando o tratamento é conduzido de forma estruturada e humanizada, o paciente passa a desenvolver novas formas de lidar com frustrações, stress e desafios do quotidiano, reduzindo a necessidade de recorrer a comportamentos autodestrutivos.

    Um caminho possível com suporte adequado

    Embora a dependência química seja uma condição complexa, os avanços nos modelos terapêuticos e a expansão de clínicas especializadas têm ampliado as possibilidades de recuperação sustentável. Com programas personalizados, equipas qualificadas e estratégias de reintegração social, é possível não apenas interromper o consumo, mas reconstruir projectos de vida de forma consistente.

    A clínica de reabilitação, nesse sentido, deixa de ser apenas um local de tratamento e passa a funcionar como um espaço de transformação, onde o indivíduo desenvolve as competências necessárias para retomar a própria trajectória com mais autonomia, equilíbrio e perspectivas de futuro.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • Nevasca nos EUA leva 21 estados a decretarem emergência e cancela 12 mil voos

    Nevasca nos EUA leva 21 estados a decretarem emergência e cancela 12 mil voos

    Tempestade de neve atinge regiões centrais e do Nordeste dos Estados Unidos, afeta 200 milhões de pessoas e provoca cancelamentos de voos internacionais

    Pelo menos 21 estados dos Estados Unidos decretaram estado de emergência por causa de uma forte nevasca que avança pelo país. A tempestade já começou a atingir a região central e deve se intensificar até a próxima segunda-feira. Segundo autoridades, cerca de 200 milhões de americanos vivem nas áreas afetadas.

    No Texas, onde os moradores estão acostumados a altas temperaturas, o frio intenso e a previsão de neve provocaram corridas aos supermercados, com filas e prateleiras vazias. A situação é considerada atípica para o estado, o que aumenta o risco de transtornos.

    Em Nova York, a governadora e o prefeito afirmaram que tanto a cidade quanto o estado estão preparados para enfrentar a tempestade, com equipes de emergência e serviços de limpeza em alerta.

    Voos cancelados

    O impacto no transporte aéreo é significativo. Mais de 12 mil voos foram cancelados em todo o país apenas neste sábado, segundo dados do setor. Entre eles, estão voos que partiriam do Brasil para Nova York e Boston, operados pela Latam.

    Em nota enviada ao SBT News, a Latam informou que a nevasca deve afetar as viagens entre este sábado e a próxima segunda-feira e que oferece toda a assistência prevista na legislação brasileira aos passageiros impactados.

    Voos do Brasil também foram afetados?

    As companhias Azul e Gol afirmaram que operam voos apenas para a Flórida, estado que não deve ser atingido pela nevasca. Por isso, segundo as empresas, as viagens programadas não sofrerão impactos.

    Enquanto isso, autoridades seguem monitorando o avanço da tempestade, que deve provocar neve intensa, ventos fortes e queda brusca de temperatura em diversas regiões do país.

    FONTE: SBT NEWS

  • Ministério revisa diretrizes e custeio da rede de saúde mental do SUS

    Ministério revisa diretrizes e custeio da rede de saúde mental do SUS

    Grupo de Trabalho será composto por seis representantes ministeriais

    O Ministério da Saúde estuda revisar as diretrizes e as normas de financiamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne os serviços públicos de todo o país destinados a pessoas em sofrimento psíquico ou que enfrentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

    O exame inicial das duas portarias ministeriais que, desde setembro de 2017, estabelecem a forma como a Raps está organizada e é custeada está a cargo de um grupo de trabalho que contará com representantes das entidades que reúnem os secretários de saúde dos estados e do Distrito Federal (Conass) e municipais (Conasems).

    O grupo de trabalho responsável por revisar e propor mudanças nas Portarias de Consolidação GM/MS nº 3 nº 6 foi criado por meio da Portaria nº 10, publicada no Diário Oficial da União do último dia 6, e será composto por seis representantes ministeriais; dois do Conass e dois do Conasems.

    A portaria também prevê a possibilidade de especialistas e representantes de órgãos e entidades, públicos ou privados, participarem na condição de convidados especiais, sem direito a voto.

    De acordo com o texto da portaria, o grupo de trabalho terá 180 dias para apresentar sua proposta de revisão das normas e diretrizes da Raps. Se necessário, o prazo inicial poderá ser prorrogado pelo mesmo período. Ao fim, as sugestões do grupo serão submetidas à avaliação da Comissão Intergestores Tripartites – foro de negociações e decisões composto pelo Ministério da Saúde, Conass e Conasems.

    Em nota, o Ministério da Saúde informou que a iniciativa integra suas ações de fortalecimento da política pública de atenção psicossocial e busca aprimorar “a articulação entre os diferentes pontos de atenção [da Raps], a partir das necessidades dos territórios”.

    “Com a instituição do grupo de trabalho, o ministério reafirma o compromisso com o fortalecimento do SUS e com a consolidação de uma política de saúde mental orientada pelos princípios da integralidade, da atenção em rede, do cuidado em liberdade e da gestão compartilhada entre os entes federativos,” informou a pasta.

    Fragilidades

    Já o Conass informou que considera a iniciativa “legítima e necessária”, desde que preservados os fundamentos da Lei nº 10.216/2001, principal marco legal da chamada Reforma Psiquiátrica brasileira, por dispor sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e estabelecer um novo modelo assistencial em saúde mental.

    De acordo com o conselho, há tempos as secretarias estaduais de saúde vem apontando “importantes fragilidades da Raps”, tais como a dificuldade de muitas prefeituras custearem assistência psicossocial aos munícipes; a falta de arranjos regionais que promovam e garantam este tipo de assistência e o subdimensionamento da saúde mental na atenção primária.

    “Somam-se a isso novas demandas do pós-pandemia [como o crescente número de diagnósticos de autismo e outros transtornos mentais; de medicalização de crianças e adolescentes; uso de psicotrópicos pela população em geral; casos de violência nas escolas; jogos e apostas online e dos agravos enfrentados pela situação em população de rua] e impasses quanto ao papel das comunidades terapêuticas, frequentemente desvinculadas da rede de atenção psicossocial e alvo de denúncias de violações de direitos”, pontuou o conselho, acrescentando que, no grupo de trabalho, “continuará reiterando seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS), com a Reforma Psiquiátrica e com uma política de saúde mental baseada em evidências, direitos humanos e na realidade dos territórios.”

    “O Conass defende atualizar normas e critérios de custeio para fortalecer a Raps e ampliar o acesso e qualificar o cuidado desde que preservados os fundamentos da Reforma Psiquiátrica, como o cuidado em liberdade, serviços comunitários e territoriais, defesa de direitos humanos e protagonismo de usuários e familiares – conquistas da sociedade brasileira”, finalizou o conselho.

    Desafios

    Segundo o Conasems, União, estados e municípios vêm debatendo os componentes da Raps e os desafios que os gestores públicos enfrentam para garantir a oferta de serviços qualificados de cuidado em saúde mental desde o ano passado. De acordo com a entidade, as demandas relacionadas a sofrimentos psíquicos são cada vez mais complexas, exigindo cada vez mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    “O problema da saúde mental não se reduz a questões de financiamento ou à atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas envolve a capacidade do sistema em integrar a rede de urgência e emergência, a atenção básica e a hospitalar, aliada à necessidade de profissionais qualificados, à articulação com outros setores e à redução do estigma na sociedade como um todo”, informou o Conasems à Agência Brasil.

    Ainda de acordo com a entidade, frente a problemas como a insuficiência de profissionais capacitados e a dificuldade de atrair os existentes para regiões de difícil acesso, os integrantes do grupo de trabalho deverão discutir possíveis melhorias para a rede, considerando as diferenças e particularidades dos 5.570 municípios brasileiros.

    “A proposta é que, no âmbito da governança tripartite do SUS, sejam debatidas possíveis melhorias, respeitando os preceitos da reforma psiquiátrica e contando com o apoio do controle social – incluindo usuários, familiares, profissionais e a sociedade em geral –, de modo a formalizar uma política nacional de saúde mental”, acrescentou o conselho de secretarias municipais de saúde. 

    Suporte

    A Raps oferece atendimento integral desde a atenção básica, o que inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes de Consultório na Rua e Centros de Convivência e Cultura (Ceco), até a atenção psicossocial especializada, centrada nas diferentes modalidades de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

    A rede também ainda dá suporte às crises por meio da Atenção de Urgência e Emergência (SAMU 192, UPAs e salas de estabilização) e a Atenção Hospitalar, com enfermarias especializadas em hospitais gerais. Complementam a estrutura as Estratégias de Desinstitucionalização, como os Serviços Residenciais Terapêuticos, a Atenção Residencial de Caráter Transitório (unidades de acolhimento e serviços residenciais) e as ações transversais de Reabilitação Psicossocial, que juntas visam promover a autonomia e a reintegração social dos usuários.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

    Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

    Em 2025, foram registradas 1,7 mil mortes após infecção da doença

    A vacinação contra a covid-19, iniciada há 5 anos no Brasil, levou ao fim da pandemia – mas a doença ainda persiste, mesmo que em patamares muito menores. Por isso, especialistas alertam que é essencial manter a imunização entre aqueles que não foram vacinados antes ou que têm risco maior de desenvolver quadros graves da doença.

    A cobertura, no entanto, está longe do ideal: em 2025, de cada 10 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, menos de 4 foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas 8 milhões aplicadas.

    Dados da plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram as consequências dessa baixa cobertura. Em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes. Os números se referem apenas aos casos confirmados com teste laboratorial e, como alguns registros são inseridos tardiamente no sistema de vigilância do Ministério da Saúde, os dados de 2025 ainda podem aumentar.

    O coordenador do Infogripe Leonardo Bastos reforça que o coronavírus continua sendo um dos vírus respiratórios mais ameaçadores para a saúde.

    “A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado”, diz.

    A pesquisadora da plataforma,Tatiana Portella complementa que o vírus ainda não demonstrou ter uma sazonalidade, como a influenza, por exemplo, que costuma apresentar aumento de casos no inverno.

    “A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, recomenda. 

    Desde 2024, a vacina contra a covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes. Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais (confira as informações completas abaixo) devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, 2 milhões de doses foram aplicadas no público infantil em 2025, mas a pasta não especificou qual o índice de cobertura atingido com esse total.

    O painel público de vacinação indica que apenas 3,49% do público-alvo menor de 1 ano foi vacinado em 2025. Em nota, o Ministério informou que “os dados atuais subestimam a cobertura real: o painel apresenta apenas a aplicação em crianças menores de um ano, enquanto o público-alvo inclui crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais” e que “está desenvolvendo a consolidação dos dados por coorte etária”

    Mesmo enquanto o status de emergência sanitária estava em vigor, a cobertura ideal de 90% ficou longe de ser atingida. A vacinação infantil começou em 2022, e até fevereiro de 2024, apenas 55,9% das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, e 23% das que tinham 3 e 4 anos tinham sido vacinadas. 

    Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, a principal causa disso é a baixa percepção de risco.

    “O ser humano é movido pela percepção de risco. O Brasil foi um dos primeiros países que atingiram uma cobertura maior de 80% para toda a população adulta. Mas quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era outro, com menos casos, menos mortes e a percepção de risco tinha diminuído. Aí o antivacinismo começa a fazer efeito. Porque as fake news contra a vacina só dão certo quando as pessoas não estão vendo o risco”, argumenta.

    Mas o risco da covid existe e é alto. As crianças com menos de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável às complicações pela covid-19, atrás apenas dos idosos. Segundo dados da plataforma Infogripe, de 2020 a 2025, quase 20,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foram registrados nessa faixa etária, com 801 mortes. Mesmo no ano passado, em que a doença estava teoricamente controlada, foram 55 mortes e 2.440 internações.

    As crianças também podem desenvolver uma complicação rara associada à covid-19 chamada de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que provoca a morte em cerca de 7% dos casos. De 2020 a 2023, o Brasil registrou cerca de 2,1 mil casos de SIM-P, com 142 óbitos. Além disso, um estudo com quase 14 milhões de crianças e adolescentes na Inglaterra mostrou também maior incidência de doenças cardiovasculares como miocardite e tromboembolismo após a infecção pela Covid-19. 

    Por outro lado, a eficiência da vacina também foi comprovada. O acompanhamento de 640 crianças e adolescentes vacinados com a coronavac em São Paulo, mostrou que apenas 56 delas foram infectadas pela covid depois da vacinação e nenhuma com gravidade. As vacinas infantis também já se provaram seguras. Em 2022 e 2023, o Brasil aplicou mais de 6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em crianças, com poucas notificações de eventos adversos e a grande maioria leves, segundo o monitoramento do Ministério da Saúde.

    A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações ressalta a importância dos profissionais de saúde para aumentar as coberturas vacinais. Isabela Ballalai defende que é preciso melhorar a formação médica, e que os profissionais já atuantes devem se manter atualizados conforme as melhores evidências da ciência, e recomendar a vacinação às famílias.

    “Infelizmente nós temos médicos renomados, que sempre defenderam as vacinas, agora dizendo que nem todas as vacinas. Por trás disso há muitos interesses, políticos, financeiros, de vários tipos. E entre um médico que você já conhece e alguém que você ainda não conhece, em quem você vai confiar? Mas nós que defendemos as vacinas temos todas as evidências científicas pra provar o que a gente diz”

    Quem deve se vacinar contra a covid-19?

    Bebês:

    – 1ª dose aos 6 meses

    – 2ª dose aos 7 meses

    – 3ª dose aos 9 meses, apenas para as crianças que tiverem recebido a vacina da Pfizer

    Crianças imunocomprometidas:

    – 1ª dose aos 6 meses

    – 2ª dose aos 7 meses

    – 3ª dose aos 9 meses, independente do imunizante

    – Dose de reforço a cada 6 meses

    Crianças indígenas, ribeirinhas, quilombolas ou com comorbidades:

    – Esquema básico semelhante ao das crianças em geral

    – Dose de reforço anual

    Crianças com menos de 5 anos que ainda não foram vacinadas ou que não receberam todas as doses devem completar o esquema básico

    Gestantes:

    – Uma dose a cada gravidez

    Puérperas (até 45 dias após o parto):

    – Uma dose, caso não tenham tomado durante a gravidez

    Idosos, a partir dos 60 anos:

    – Uma dose a cada 6 meses

    Pessoas imunocomprometidas:

    – Uma dose a cada 6 meses

    Pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indígenas que vivem ou não em terra indígena, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios:

    – Uma dose por ano

    Pessoas entre 5 e 59 anos, que não se encaixam nos grupos prioritários mas nunca foram vacinadas contra a covid-19:

    – Uma dose

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Espanha nega convite para participar de Conselho da Paz de Donald Trump

    Espanha nega convite para participar de Conselho da Paz de Donald Trump

    Primeiro-ministro Pedro Sánchez afirma que decisão é coerente com o compromisso do país com o multilateralismo e o sistema das Nações Unidas

    Espanha não participará da iniciativa Conselho da Paz, lançada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para lidar com conflitos globais. O governo espanhol afirmou que a decisão é coerente com sua crença no multilateralismo e no sistema das Nações Unidas (ONU).

    Agradecemos o convite, mas recusamos“, disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, a jornalistas na noite de quinta-feira, após uma cúpula da União Europeia em Bruxelas.

    O Conselho da Paz
    Washington afirma que o órgão ajudará a mediar e monitorar cessar-fogos, organizar acordos de segurança e coordenar a reconstrução em áreas que emergem de guerras. O conceito deriva do plano de paz de Trump para Gaza.

    Ausentes da cerimônia de lançamento do Conselho, realizada no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, estavam aliados tradicionais dos EUA, como CanadáReino Unido e quase todos os membros da União Europeia, com exceção de Hungria e Bulgária.

    Motivos da recusa

    Sánchez citou a coerência com o compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo como os principais motivos para a recusa. O primeiro-ministro também ressaltou que o Conselho da Paz não inclui a Autoridade Palestina.

    Até o momento, Israel aderiu ao conselho, juntamente com países do Oriente Médio como CatarArábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

    FONTE: REUTERS

  • Com Silvia Cristina no alvo, baixaria começa cedo na política de Rondônia

    Com Silvia Cristina no alvo, baixaria começa cedo na política de Rondônia

    “Lobos em pele de cordeiro” já afiam o discurso hipócrita e moralista

    Não é novidade para ninguém que a deputada Silvia Cristina (PP) está na preferência de uma parcela expressiva do eleitorado rondoniense, resultado de um trabalho considerado louvável, que contribui de maneira significativa para o fortalecimento do sistema público de saúde do estado de Rondônia.

    Muitos cidadãos acreditam que, se a deputada conseguiu realizar o que realizou ocupando uma cadeira na Câmara, no Senado poderá transformar Rondônia em uma referência internacional no combate ao câncer, entre outras doenças que, ao longo dos últimos anos, receberam aporte direto de seu mandato.

    Diante disso, alguns pleiteantes ao Senado, acostumados com um modelo de política que já elegeu muitos “lobos em pele de cordeiro”, decidiram antecipar os ataques e colocar em movimento a engrenagem da baixaria contra a deputada Silvia Cristina logo no início de 2026.

    A expectativa desses ataques é o enfraquecimento da imagem de Silvia, tentando se sobrepor ao trabalho efetivamente desempenhado por ela por meio de um discurso hipócrita e moralista. Esquecem, porém, que trabalho concreto não se derruba com palavras vazias ou promessas ilusórias.

    Mesmo sob ataque, Silvia Cristina segue firme, de pé e como referência para milhares de rondonienses.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • Presidente interina da Venezuela diz que 626 presos foram libertados

    Presidente interina da Venezuela diz que 626 presos foram libertados

    Medida faz parte do anúncio do governo venezuelano de soltar detidos após a captura do ditador Nicolás Maduro, no dia 2 de janeiro

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta sexta-feira (23) que 626 pessoas já foram libertadas da prisão no país como parte de um processo em andamento. Ela não informou, no entanto, um cronograma para novas liberações.

    Segundo Rodríguez, na próxima segunda-feira (26), ela terá uma ligação com o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, para solicitar à ONU que verifique as listas de pessoas libertadas até agora no país.

    O Foro Penal, uma das principais organizações venezuelanas de defesa dos direitos humanos, informou que 154 presos políticos foram libertados desde o dia 8 de janeiro.

    A ONG acompanha casos de detenções consideradas arbitrárias e mantém registros independentes sobre a situação carcerária no país.

    Possível intervenção dos EUA

    A libertação de presos políticos faz parte do anúncio do governo venezuelano de soltar detidos após a captura do ditador Nicolás Maduro, no dia 2 de janeiro, pelos Estados Unidos.

    O presidente Donald Trump afirmou que a libertação dos presos políticos era um sinal da “busca pela paz” e disse ter cancelado uma segunda onda de ataques que estava planejada contra o país.

    A Venezuela afirma que a decisão de libertar presos políticos é unilateral e apresentada como um gesto de paz, sem confirmação de participação dos Estados Unidos.

    FONTE: REUTERS

  • Assembleia Legislativa e empresários de Rondônia se unem para buscar reduzir o preço do pedágio mais caro do Brasil

    Assembleia Legislativa e empresários de Rondônia se unem para buscar reduzir o preço do pedágio mais caro do Brasil

    Concessionária adiantou os serviços para colocar em prática a imediata cobrança de pedágio na BR-364.

    A Assembleia Legislativa de Rondônia, por meio de um grupo de deputados, está se mobilizando para protocolar junto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um ofício solicitando um estudo técnico e econômico visando a revisar o preço do pedágio praticado na BR-364, no trecho entre Vilhena e Porto Velho.

    Segundo o deputado Pedro Fernandes (PRD), a população de todo o Estado está sentindo no bolso o  preço elevado do pedágio praticado pela concessionária Nova BR-364. “Quem reside em Cujubim e precisa ir a Porto Velho paga R$ 5,00. No retorno para Cujubim, o usuário da rodovia precisa pagar R$ 35,00”, disse o parlamentar.

    Cujubim faz parte da região da produção do Estado e fica distante 220 km da capital Rondoniense. No entanto, muitos moradores de Cujubim utilizam a rodovia para ir até a cidade de Ariquemes, município pólo da região. “Quem precisa ir até Ariquemes para fazer uma faculdade, por exemplo, terá de pagar R$ 74 reais por dia. Em 20 dias, o cidadão terá desembolsado R$ 1.480,00”, disse o parlamentar, acrescentando que é necessário um preço mais justo e equilibrado à população.

    Deputado estadual Pedro Fernandes Foto: Assembleia

    Por outro lado, o empresário e ex-senador Acir Gurgacz (PDT) vai protocolar um documento nesta quinta-feira (22.01.26) solicitando a suspensão da cobrança até que a empresa vencedora da licitação providencie as melhorias na rodovia. A nova concessionária não duplicou um quilômetro de rodovia. A única obra que ganhou prioridade da concessionária foi a instalação do sistema de cobrança de pedágio, o que permitiu a cobrança imediata do pedágio.

    Nas redes sociais, conforme apurou o site Valor&MercadoRO, empresários defendem alternativas junto ao governo do Estado visando criar rota alternativa passando por cidades estratégicas, interligando municípios que dependem exclusivamente da BR-364. Para consolidar o projeto, seria necessário um investimento altíssimo do governo estadual ao longo dos próximos 4 anos. “Não podemos ficar refém de uma rodovia federal. Precisamos de rotas alternativas.”

    Bancada em sono profundo

    Ainda nas redes sociais, empresários e a população criticaram o silêncio profundo da bancada federal de Rondônia. Muitos políticos decidiram se manifestar após o leilão. O governador Marcos Rocha (União Brasil) disse em recente entrevista à imprensa disse que a Comissão de Infraestrutura do Senado realizou audiência pública em Ji-Paraná e Vilhena para tratar sobre o tema 30 dias após o leilão acontecer na Bolsa de Valores de São Paulo.

    Um proprietário de carreta de 9 eixos, ao utilizar a BR-364 saindo de Vilhena até o Porto Graneleiro de Porto  Velho, e retornar ao município de origem, terá de desembolsar R$ 2.316,80. Se o mesmo motorista fizer 4 viagens por mês, serão R$ 9.267,20.

    A conta fica mais salgada quando 1.300 carretas trafegarem, por mês, pela rodovia federal recentemente privatizada. Durante 30 dias, a concessionária terá um lucro de R$ 401 mil somente com carretas de 9 eixos que fazem o transporte de grãos ao Porto da Capital. Em 12 meses, o lucro da concessionária será de R$ 144 milhões.

    Os números representam um forte impacto na vida dos caminhoneiros e das grandes empresas que fazem o transporte de grãos, conforme aponta tabela baixo:

    Período Base de Cálculo  Valor (R$)
    Por viagem (ida e volta) 1 carreta R$ 2.316,80
    Por carreta (mês 4 viagens R$ 9.267,20
    Total mensal 1.300 carretas R$ 12.047.360,00
    Média diária 30 dias R$ 401.578,67
    Total anual 12 meses R$ 144.568.320,00

    Fonte: Sinttrar

    Os números foram apresentados ao site Valor&MercadoRO pelo Sinttrar, (Sindicado dos Motoristas do Transporte Rodoviário do Estado de Rondônia). Nas contas da entidade, os valores ultrapassam cifras milionárias. “Considerando que mais de 5 mil carretas trafegam diariamente pela BR-364. O grupo Amaggi, por exemplo, são mais de 1 mil carretas que fazem o transporte de soja até o Porto da Capital e retornam para o Sul do Estado com carga, geralmente ração e outros tipo de alimentos”, explicou o presidente do Sinttrar, Antônio Carlos da Silva, o popular Da Silva.

    BR-364, que liga Rondônia ao Mato Grosso terá trechos duplicados e com terceira faixa. Foto: ANTT

    Pedágio vai impactar no frente e alimentos na região Norte

    Os motoristas que atuam no serviço de frete e trafegam diariamente pela BR-364 no transporte de alimentos, entre os municípios que terão cobrança de pedágio, temem aumento do serviço de transporte.

    “De Porto Velho a Jaru, pelo meus cálculos, terei de pagar ida e volta algo em torno de R$ 320,00. É um dinheiro extra que terei de ter para fazer esse trajeto”, disse um motorista Raimundo de Souza, que durante a semana faz o trecho entre a capital de Rondônia até a cidade de Jaru, cerca de 370 km. Ele teme que o valor do frete possa ter reajuste nos próximos dias.

    Segundo apurou o site Valor&MercadoRO, um automóvel e caminhonete com semirreboque (conforme consta na tabela de categoria de veículo 3), terá de desembolsar cerca de R$ 86,85, para se deslocar de Porto Velho até a cidade de Jaru. Com o retorno para Porto Velho, o valor do pedágio será de R$ 172,00. Veja a tabela:

    Reprodução Valor&MercadoRO

    Bancada federal diz que vai à Justiça

    No último dia (03.01.26), a bancada federal emitiu uma nota de repúdio contra a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT). Segundo a nota, os pedágios anunciados em Rondônia são abusivos e resultaram de uma decisão unilateral do governo federal, conduzidas pela ANTT, sem qualquer votação ou aprovação do Congresso Nacional.

    Ainda segundo a nota, a bancada federal “sempre se posicionou contra esse edital, que impõe tarifas elevadas, prevê pouca duplicação e estabelece  demora no início das obras, desconsiderando a realidade de quem vive e produz no Estado”. Até o momento não se tem notícia de algum pedido formulado pela bancada federal junto à Justiça.

    Reunião da bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional. Foto: Divulgação

    Leilão foi transmitido ao vivo

    O leilão foi transmitido ao vivo pelo canal oficial da ANTT no YouTube e apenas o senador Confúcio Moura (MDB-RO) estava presente no evento. Assista abaixo:

    LEILÃO BR-364/RO

    Empresários do Acre alertam para aumento do preço dos produtos ao consumidor

    Tanto representantes da indústria quanto do comércio acreano alertam que os custos adicionais de pedágio tenderão a ser replicados nos preços finais ao consumidor, pressionando a inflação local e tornando produtos mais caros em um mercado já dependente de logística rodoviária.

    O Sindicato das Transportadoras de Cargas do Acre fez as contas: as empresas já pagam R$ 1,6 mil para transportar carga até São Paulo e já vão ter acréscimo de R$ 1,4 mil com a sequência de cobranças no território rondoniense.

    O Acre já sofre com custos logísticos elevados devido à sua distância dos grandes centros. A introdução de pedágios pode reduzir ainda mais a competitividade de produtos locais, dificultando a atração de investimentos e a diversificação da economia.

    A decisão de conceder este trecho da BR-364 pode ter sido motivada por atratividade ao capital privado e busca de manutenção rodoviária externa, mas o fluxo de veículos na Amazônia é baixo, comparado a outras rodovias, o que pode limitar os benefícios econômicos esperados da modelagem da concessão.

    AUTOR: MARCELO FREIRE –  VALOR E MERCADO RO