Polícia prende suspeitos em Porto Velho e outros estados por invadir conta gov.br de empresário do DF e movimentar R$ 3,5 milhões

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal contra um esquema de fraudes eletrônicas resultou na prisão de 10 pessoas suspeitas de invadir a conta da plataforma gov.br de um empresário do Distrito Federal e assumir o controle de uma empresa do ramo de material de construção.

Segundo as investigações, o grupo criminoso causou prejuízo estimado em R$ 3,5 milhões à vítima. O crime teria ocorrido em fevereiro de 2025.

As prisões foram realizadas em cinco estados brasileiros:

  • duas em São Paulo
  • duas em Porto Velho
  • três em Foz do Iguaçu
  • duas no Ceará
  • uma no Rio Grande do Sul

Como funcionava o esquema
De acordo com a PCDF, a organização criminosa utilizava técnicas de engenharia social, falsificação de documentos e manipulação de dados para acessar a conta gov.br da vítima.

Após obter o acesso, os investigados transferiam a titularidade da empresa para terceiros ligados ao grupo e abriam contas bancárias usadas para movimentar os valores obtidos ilegalmente.

Uma jovem de 22 anos, moradora de Foz do Iguaçu, teria recebido cerca de R$ 50 mil para ceder dados pessoais utilizados na fraude.

Organização atuava em vários estados. As investigações identificaram ao menos 12 integrantes do grupo criminoso, distribuídos entre os estados de:

  • Paraná
  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Ceará
  • Rondônia
  • Rio Grande do Sul

Segundo a polícia, o esquema operava de forma coordenada e utilizava ferramentas como VPNs, e-mails descartáveis e dados de terceiros para dificultar o rastreamento.

Notas fiscais falsas e bloqueio milionário
Ainda conforme a investigação, os suspeitos simulavam transações comerciais com emissão de notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade às operações financeiras.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 milhões em contas bancárias dos investigados e o sequestro de imóveis adquiridos com dinheiro do golpe.

Entre os bens bloqueados estão:

  • um apartamento em Foz do Iguaçu
  • três imóveis em Porto Velho

    Os investigados poderão responder pelos crimes de:

  • estelionato eletrônico
  • falsificação de documento público
  • uso de documento falso
  • falsa identidade
  • organização criminosa

    Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, as penas somadas podem ultrapassar 25 anos de prisão.

Fonte: Rolnews
Foto: Ilustrativa

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