Tag: Políticas Públicas

  • Cuidados com uso de imagens e dados de estudantes no ambiente digital são orientados pela Seduc

    A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) reforça às unidades da Rede Estadual de Ensino a importância do cumprimento da Lei nº 15.211/2025, conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) ou “Lei Felca”. A nova legislação estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual e exige mais cuidado das escolas, professores, servidores e familiares no compartilhamento de conteúdos envolvendo estudantes.

    A legislação atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diante da realidade cada vez mais digital das instituições de ensino, onde atividades escolares  são frequentemente divulgadas em redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas online. Com a nova lei, registros de feiras, projetos, apresentações culturais, eventos esportivos e solenidades continuam permitidos, desde que respeitem os critérios legais e utilizem, preferencialmente, imagens coletivas, planos abertos e conteúdos que evitem a identificação excessiva dos estudantes.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, evidenciou que o avanço das plataformas digitais ampliou a presença das escolas no ambiente virtual e reforçou a necessidade de maior responsabilidade no uso de conteúdos envolvendo estudantes. “As escolas estão cada vez mais conectadas, utilizando redes sociais, aplicativos de mensagens e transmissões online para aproximar a comunidade escolar. Com a nova legislação, esse processo passa a exigir ainda mais responsabilidade com a proteção da imagem, da privacidade e da segurança de crianças e adolescentes.”

    A gerente de Saúde Escolar da Seduc, Mara Carvalho, destacou que o ECA Digital fortalece a proteção de crianças e adolescentes diante dos riscos presentes no ambiente virtual. “O ECA Digital surge como um importante aliado no enfrentamento de situações como exposição excessiva, violência virtual, cyberbullying, desafios perigosos e conteúdos inadequados na internet. A legislação reforça que essa responsabilidade não é apenas da família ou da escola, mas também das empresas de tecnologia, que precisam garantir ambientes digitais mais seguros para cada faixa etária. Além disso, a educação digital deve caminhar junto com a promoção da saúde mental e socioemocional, preparando crianças e adolescentes para utilizarem os ambientes digitais de forma mais consciente, segura e responsável.”

    RESPONSABILIZAÇÃO

    A lei estabelece que práticas consideradas comuns até então podem gerar responsabilização administrativa, civil e até penal. Entre elas estão a publicação de fotos de estudantes em perfis pessoais de professores, gravações de aulas para redes sociais, divulgação de documentos escolares, repostagem de conteúdos produzidos por alunos e transmissões ao vivo sem autorização adequada. Além disso, a exposição de boletins, laudos médicos, documentos escolares, dados pessoais e informações familiares passa a ser considerada uma grave violação à privacidade, podendo resultar em sanções previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Apesar das restrições, a lei não impede a divulgação de atividades pedagógicas e ações escolares. Outro ponto reforçado pela legislação é a necessidade de educação digital dentro das escolas. A orientação é que as instituições promovam ações de conscientização sobre segurança online, prevenção ao cyberbullying, uso responsável da internet e proteção de dados pessoais.

    O titular da Seduc, Massud Badra, ressaltou que a legislação exige uma mudança de postura dentro das unidades de ensino. “A orientação é para que todos os profissionais da educação adotem práticas ainda mais responsáveis no ambiente digital. A publicação de imagens de alunos em perfis pessoais e qualquer exposição inadequada de estudantes precisam ser evitadas.”

    Fonte
    Texto: Sabrina Raphaela sob supervisão de Ananda Carvalho
    Fotos: Sabrina Raphaela
    Secom – Governo de Rondônia

  • Governo de RO adere a programa federal para ampliar oferta de Educação Profissional no ensino médio

    Em expansão nos últimos anos, o ensino profissionalizante de Rondônia está prestes a receber mais recursos para ampliar a oferta de cursos técnicos no estado. O governo de Rondônia aderiu ao programa Juros por Educação, iniciativa do governo federal que permite aos estados e ao Distrito Federal quitar parte de suas dívidas com a União com contrapartida em qualificação profissional dos estudantes do ensino médio.

    A medida passou a integrar, em 2025, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), instituído pela Lei Complementar n º 212 de 13 de janeiro de 2025 e regulamentado pelo Decreto n º 12433 de 14 de abril de 2025. No âmbito do Propag, o Juros por Educação é uma contrapartida com foco exclusivo na educação em troca de juros.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a adesão do estado ao programa representa mais um avanço na democratização da educação profissional, uma das metas prioritárias do Planejamento Estratégico da gestão estadual. “Com a expansão da ofertas de cursos técnicos, asseguramos mais desenvolvimento socioeconômico e qualidade de vida para população”, salientou.

    PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

    O programa Juros por Educação se constitui em uma ferramenta para cumprir as metas de expansão da oferta de cursos técnicos de nível médio previstas no Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036), instituído em abril, com as diretrizes para os próximos 10 anos.

    ÁREAS ESTRATÉGICAS

    As unidades da federação que aderiram ao programa podem renegociar parte das taxas de juros anuais de suas dívidas. Como contrapartida, o DF e os estados devem investir os valores abatidos em áreas estratégicas do setor educacional, principalmente educação profissional e tecnológica.

    Esse novo cenário beneficia jovens, como Paulo Henrique dos Santos, de 16 anos. O estudante de Pimenta Bueno está no 2º ano do Ensino Médio em tempo integral e faz o Curso Técnico em Informática, na Escola de Ensino Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Valdir Monfredinho. “Estou fazendo curso na área de tecnologia, porque com a chegada da Inteligência Artificial precisamos estar preparados para não perdemos espaço no mercado de trabalho”, disse.

    Segundo a presidente do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional de Rondônia (Idep), Adir Josefa de Oliveira, a adesão ao programa possibilita mais investimentos em obras, aquisição de equipamentos, material permanente, sistemas de informação, entre outras melhorias. “Essa conquista representa mais vagas de cursos técnicos para estudantes de nível médio, inclusive da educação de jovens e adultos”, destacou.

    Fonte
    Texto: João Albuquerque
    Fotos: João Albuquerque
    Secom – Governo de Rondônia