FONTE: ASSESSORIA ELEITORAL
Categoria: Justiça
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Caso Benício Gallo: réus são condenados por matar criança com tiro na cabeça em RO
Após dois dias de julgamento, quatro pessoas foram condenadas por matar o menino Benício Gallo, de 12 anos, com um tiro na cabeça, em Espigão D’Oeste (RO). O réus também receberam penas por tentativa de homicídio de outras vítimas e organização criminosa. São eles e suas respectivas penas:
Renan Andrade Martins: 54 anos, dois meses e 22 dias de reclusão, além de 17 dias-multa;
Greyson Alves Ferreira: 48 anos e nove meses de reclusão, acrescida de 15 dias-multa;
Carlos Henrique de Oliveira Rangel: 38 anos e três meses de reclusão, com 15 dias-multa
Roberto Carlos Rodrigues de Oliveira 47 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, além de 15 dias-multa.O crime aconteceu em março de 2023. Benício estava sentado na calçada com amigos jogando em um celular quando homens chegaram em uma moto perguntando por uma outra pessoa, que teria envolvimento com organizações criminosas e estava jurado de morte.
Os jovens saíram correndo do local e nesse momento os homens começaram a atirar, atingindo Benício, e um outro rapaz de 22 anos, que foi socorrido e levado a um hospital em Porto Velho.
Ainda segundo a polícia, as investigações apontam que os homens foram contratados por uma organização criminosa para matar um membro de uma organização rival na mesma rua onde estava Benício.Segundo a decisão, os réus tiveram uma culpa considerada mais grave porque planejaram o crime antes de cometê-lo. Além disso, o crime teve qualificadoras que aumentam a gravidade: foi cometido por um motivo torpe (sem justificativa aceitável), usaram meios que dificultaram a defesa da vítima, empregaram crueldade, e ainda foi praticado contra uma criança menor de 14 anos.
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Justiça Federal rejeita ação de ex-senador e mantém multa de R$ 7,5 milhões por desmatamento em RO
A 5ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária de Rondônia rejeitou uma ação apresentada pelo ex-senador e fazendeiro Ernandes Amorim, que buscava anular uma multa ambiental de mais de R$ 7,5 milhões aplicada por desmatamento ilegal na Amazônia.
Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o caso teve início em 2007, após fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificarem o desmatamento de aproximadamente 34 hectares de floresta nativa em uma área que inclui parte da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá, uma área de proteção em Rondônia.
Reservas Extrativistas (Resex) têm restrições severas contra o desmatamento porque foram criadas para proteger a floresta e garantir o modo de vida das comunidades tradicionais.
Após a autuação, foi instaurado um processo administrativo para apurar a infração ambiental. A tramitação se estendeu por anos e foi concluída em 2017. Com o encerramento do procedimento, a multa foi inscrita em dívida ativa da União.Dois anos depois, em março de 2019, a cobrança passou a ser discutida judicialmente por meio de uma execução fiscal movida pela União, com débito superior a R$ 7 milhões.
De acordo com a AGU, somente em dezembro de 2025 o ex-senador ingressou com ação para tentar invalidar a multa e questionar a cobrança. Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que o prazo legal para esse tipo de contestação já havia expirado.Na sentença, o magistrado ressaltou que o limite temporal para discutir a legalidade de atos administrativos deve ser respeitado tanto pelo poder público quanto pelos cidadãos. Segundo a decisão, admitir a revisão do caso fora do prazo comprometeria a estabilidade das relações jurídicas.
A AGU também informou que apresentou documentos produzidos durante a investigação ambiental, como imagens de satélite, relatórios técnicos e depoimentos, que embasaram a responsabilização do ex-senador pelo desmatamento apontado pelo Ibama.
A cobrança da multa segue válida e continua sendo discutida no âmbito da execução fiscal já em andamento.O que diz a defesa?
A defesa do ex-senador Ernandes Amorim afirma que a sentença que manteve a multa ambiental não reconheceu sua responsabilidade pela infração e deixou de analisar pontos centrais do processo. Os advogados sustentam que não existem provas individualizadas capazes de comprovar a autoria da conduta atribuída ao réu.
Segundo a defesa, houve prescrição durante o processo administrativo — ou seja, o prazo legal teria expirado sem conclusão da análise. Nesse cenário, toda a multa perderia validade, assim como a inscrição em dívida ativa e o documento que embasa a cobrança judicial.
Diante disso, foi interposto recurso de apelação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, pedindo o reexame integral da matéria. A defesa reforça que ainda não há decisão definitiva sobre a responsabilidade de Amorim e mantém confiança de que o tribunal apreciará todas as teses jurídicas apresentadas.Fonte: g1 RO
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Ministro Alexandre de Moraes é notificado por e-mail em processo da Trump Media nos EUA
Ministro tem 21 dias para responder a petição inicial
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi notificado judicialmente na última sexta-feira para responder a uma ação judicial aberta contra ele, nos Estados Unidos, pela plataforma Rumble e pela Trump Media & Technology Group, empresa ligada ao presidente norte-americano, Donald Trump.
A informação foi confirmada pelo advogado Martin de Luca, que representa a companhia. Ele publicou na rede social X o documento enviado pela Justiça Federal dos EUA a Moraes.
“Hoje, de acordo com uma ordem do Tribunal Federal dos EUA, Rumble e Trump Media notificaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por e-mail”, escreveu o advogado.
Segundo o documento enviado a Moraes, ele tem 21 dias para responder à petição inicial apresentada em um tribunal da Flórida. Caso não responda, o ministro poderá responder ao processo à revelia.
A notificação por e-mail foi autorizada após a Justiça norte-americana tentar por meses realizar o procedimento por meio da Convenção de Haia, que trata da tramitação de documentos oficiais entre países.
Entenda
A rede social Rumble e a Trump Media processaram Moraes nos EUA em 2025 após uma série de decisões do ministro determinando a derrubada de perfis ligados a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que são investigados no Brasil por disseminar desinformação e proferir ataques contra o Supremo e outras autoridades brasileiras.
A companhia de Trump alega que as ordens de Moraes violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL
