Categoria: Destaque

  • BOPE apreende armas, drogas sintéticas e munições durante operação em Porto Velho

    A Polícia Militar de Rondônia, por meio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), realizou na noite de segunda-feira (22), a apreensão de armas de fogo, drogas sintéticas, munições e acessórios utilizados por criminosos em Porto Velho. A ocorrência foi registrada por volta das 23h30, durante a Operação Maximus, em um imóvel conhecido como antiga boate “Papo de Esquina”, na rua Algodoeiro.

    Segundo a Polícia Militar, as diligências foram desencadeadas após a prisão de R.M.C. e R.D.S., investigados por envolvimento com o tráfico de drogas. Durante as apurações, os policiais identificaram indícios de que uma quantidade maior de entorpecentes e materiais ilícitos estaria escondida no mesmo complexo de imóveis utilizado pelo grupo.

    No local, os militares encontraram C.O.S., apontado como responsável pela guarda dos materiais ilícitos. Durante as buscas, foram localizados compartimentos subterrâneos utilizados para ocultar drogas, armas e acessórios.

    Os policiais apreenderam cerca de 584 gramas de comprimidos de ecstasy e 89 gramas de maconha, além de uma pistola Taurus PT100 calibre .40 com 11 munições, uma pistola Taurus TS9 calibre 9 mm com numeração raspada e 17 munições, e uma carabina Rossi calibre 9 mm acompanhada de 14 munições intactas.

    Também foram recolhidas uma balança de precisão e três miras de aumento para armamentos longos. Conforme a PM, a forma de armazenamento dos materiais demonstra elevado grau de organização criminosa, indicando que o local funcionava como depósito clandestino para drogas e armamentos.

     

    Diante dos fatos, C.O.S. recebeu voz de prisão e foi encaminhado à autoridade policial, juntamente com todo o material apreendido. A ação retirou de circulação significativa quantidade de drogas, armas e munições, reforçando o combate ao tráfico e à criminalidade armada na capital.

    Jornalista Lenilson Guedes

  • Professora é presa por engano em escola de Rondônia após erro em processo de Goiás: ‘Humilhação’

    Um erro em processo judicial de Goiás fez a pedagoga Suelen da Cruz Nunes, de 36 anos, ser presa por engano dentro da escola onde trabalha, em Vilhena (RO), na última semana. O nome dela foi incluído indevidamente no banco de mandados de prisão como devedora de pensão alimentícia.

    “Eu não estava acreditando naquela situação. Me senti muito humilhada. Saber que eu fui levada do meu trabalho. Todo mundo ficou olhando, questionando: ‘O que aconteceu? A professora está sendo presa?’”, comenta.
    O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara de Família e Sucessões de Aparecida de Goiânia (GO), cidade onde Suelen nunca esteve. A advogada Wilma Fernandes informou que o número do CPF da professora foi informado incorretamente no processo, gerando a prisão indevida.

    O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) alega que o erro ocorreu na petição inicial do processo. Segundo o órgão, assim que a falha foi percebida, foi registrada nos autos e as medidas necessárias para a correção cadastral foram adotadas (veja a nota na íntegra ao final da reportagem).
    De acordo com o relato da professora, quando os policiais chegaram, ela estava em aula. Foi retirada da sala e questionada sobre o seu nome, data de nascimento e outros dados. Todos bateram com as informações que constavam no mandado de prisão.

    Suelen é professora em duas escolas municipais de Vilhena (RO), divorciada e tem uma filha de oito anos, autista nível 2 de suporte, que mora com ela desde o divórcio. O pai da menina vive no Mato Grosso, tem contato com a criança e paga a pensão regularmente.
    O verdadeiro alvo do mandado é uma moradora de Aparecida de Goiânia que tem o nome e sobrenome semelhante ao de Suelen, mas com a grafia diferente.
    Apesar de explicar que não tinha como ser a pessoa que os policiais procuravam, a pedagoga foi levada à delegacia e, na sequência, para o presídio feminino.

    “Nunca imaginei estar numa cela de prisão. Eu sempre trabalhei, sempre fui honesta. Trabalho em duas escolas para ter alguma coisa para dar para minha filha”, lamenta.
    Suelen relatou que ficou em uma cela muito pequena, dividindo o espaço com outra detenta, sem colchão, sem acesso à água e com fome, já que chegou após o horário do almoço.
    “Lá na cela é um sentimento de impotência. Eu me sentia um nada”, relembra a professora.
    A pedagoga ficou presa por cerca de 12 horas, até que sua advogada conseguiu o alvará de soltura. Os policiais chegaram à escola por volta das 11h da manhã de terça-feira (16), e a pedagoga só foi liberada perto das 23h. Segundo Wilma, foi preciso muita insistência e pressão junto às autoridades para garantir a liberação.

    “Após inúmeras tentativas e muitos atendimentos via chatbox, consegui falar diretamente com o assessor do juiz que expediu o mandado de prisão. Conseguimos provar que a pessoa presa não era a real devedora. Após provar esses fatos, o juiz, já após o horário de expediente, emitiu o alvará de soltura”, explica a advogada.
    Suelen e a advogada afirmam que pretendem entrar com ação judicial por danos morais.
    “Pelos prejuízos, danos causados, pelo abalo emocional e psicológico sofrido, não somente pela Suelen, mas tbm por toda a família e os amigos que sofreram junto com a situação”, relata Wilma.
    Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que sua atuação se baseou no termo de declarações assinado pela pessoa atendida, documento que contém os dados pessoais utilizados para validação. A instituição afirmou ainda que, ao ser comunicada sobre o ocorrido, adotou todas as providências necessárias para resolver a situação.

    O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás informa que o processo tramita em segredo de justiça, razão pela qual não é possível divulgar detalhes das partes, dos atos processuais ou do conteúdo dos autos.
    No entanto, de acordo com as informações apuradas junto à unidade judiciária responsável, a expedição do mandado decorreu de uma inconsistência cadastral constante da petição apresentada no processo, com indicação equivocada de CPF. Tão logo a situação foi identificada, o equívoco foi informado nos autos e as providências necessárias para a correção cadastral foram adotadas.
    O TJGO esclarece que os atos judiciais são praticados com base nas informações constantes dos processos e que, em casos sob segredo de justiça, eventuais correções e providências devem observar os limites legais de sigilo e a tramitação regular dos autos.

    Fonte: g1 RO

  • Polícia Militar de Rondônia aplica duro golpe ao tráfico e apreende mais de 328 kg de drogas em Cacoal

    A Polícia Militar de Rondônia apreendeu, nesta segunda-feira (22), cerca de 328 quilos de entorpecentes durante uma operação realizada no bairro Novo Horizonte, em Cacoal. A ação resultou na prisão de um casal suspeito de armazenar drogas para uma organização criminosa.

    Após denúncia, policiais do 4º BPM passaram a monitorar uma residência na Avenida Malaquita. Durante a vigilância, abordaram W. de S., que portava uma pequena porção de maconha e admitiu guardar drogas no imóvel em troca de R$ 8 mil.

    Nas buscas, os militares localizaram grande quantidade de entorpecentes distribuída em vários cômodos da casa, além de balança de precisão, embalagens e porções prontas para comercialização. Após conferência e pesagem, foram apreendidos 294 tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 304,4 kg, e 23 tabletes de crack, com peso de cerca de 24,15 kg.

    Segundo a ocorrência, I. C., companheira do suspeito, também foi presa por haver indícios de conhecimento e participação na atividade ilícita. Durante os procedimentos, surgiram informações que apontam possível ligação da carga apreendida com integrantes de facção criminosa, fato que será investigado pela Polícia Civil.

     

    A ocorrência integra a Operação “Brasil Contra o Crime Organizado”, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação reforça o compromisso da Polícia Militar de Rondônia no combate ao tráfico de drogas e à criminalidade organizada.

  • Idoso descobre que viveu 60 anos com nome da mãe incorreto nos documentos em RO

    Idoso descobre que viveu 60 anos com nome da mãe incorreto nos documentos em RO

    Após mais de seis décadas convivendo com um erro em sua documentação sem perceber, Gilvanio José da Silva, de 68 anos, conseguiu retificar o nome de sua mãe durante a ação Justiça Rápida Itinerante, em Porto Velho (RO).
    Segundo ele, o nome da mãe constava de como Laurita Alves de Almeida e o correto seria Laurita Alves da Silva. O erro foi descoberto após 60 anos, o nome foi alterado para o correto e agora ele poderá emitir a nova identidade sem erros.

    A ação “Justiça Rápida Itinerante” é um programa do Poder Judiciário que leva servidores e órgãos parceiros diretamente a comunidades para resolver problemas judiciais sem conflitos e de forma rápida.

    O processo foi acompanhado pelo Juiz José Augusto Martins, que afirmou ser essa uma forma de levar o Judiciário até o cidadão de maneira mais simples e eficiente.
    A atuação da Defensoria Pública foi essencial para acolher as demandas da população. Segundo o defensor público José Alberto Machado, as ações da Justiça Itinerante atendem a uma grande procura por serviços como emissão de documentos, guarda, pensão alimentícia e paternidade, resolvendo esses conflitos com agilidade.

    Fonte: g1 RO