Categoria: Agronegócio

  • Durante 90 dias, fica proibido plantar ou até mesmo manter viva qualquer planta de soja em RO

    Durante 90 dias, fica proibido plantar ou até mesmo manter viva qualquer planta de soja em RO

    A partir da quarta-feira (10) fica proibido plantar ou até mesmo manter viva qualquer planta de soja no estado de Rondônia. A medida, chamada de vazio sanitário, e tem um objetivo essencial: combater a ferrugem asiática, uma das doenças mais prejudiciais à produção de soja.

    Para proteger a próxima safra, os produtores precisam deixar de plantar por 90 dias. Segundo o governo, a medida é necessária porque o fungo que causa a ferrugem asiática, o Phakopsora pachyrhizi, depende totalmente da soja para sobreviver.

    Ou seja: sem a planta, esse fungo não consegue se manter no ambiente. Assim, ao eliminar qualquer sinal da cultura durante esse período, se rompe o ciclo da doença antes mesmo do início de uma nova produção.
    O vazio sanitário também proíbe o cultivo de soja em áreas irrigadas ou em meio a outras culturas, como milho, sorgo ou milheto. Não há exceções: a ausência da planta precisa ser total em todo o território.

    Segundo o governo de Rondônia, outra situação que chama atenção é que a regra não se limita às lavouras. A partir deste ano, até mesmo a soja que nasce sozinha às margens da BR-364 deverá ser eliminada, responsabilidade que ficará com a concessionária da rodovia. A medida mostra o nível de cuidado necessário para evitar que o fungo encontre qualquer brecha para sobreviver.

    Na prática, isso significa que não pode haver nenhum pé de soja vivo, nem mesmo aqueles que surgem espontaneamente após a colheita, conhecidos como soja “tiguera” ou “guaxa”. Essas plantas, apesar de parecerem inofensivas, funcionam como abrigo para o fungo. Por isso, os produtores precisam fazer uma verdadeira “limpeza” nas áreas agrícolas.

    De acordo com a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), a colaboração dos produtores é fundamental para o sucesso da medida. Durante todo o período, serão realizadas ações de orientação e fiscalização para garantir o cumprimento das normas. Quem desrespeitar pode sofrer penalidades previstas na legislação.
    Para o governo de Rondônia, o esforço coletivo traz resultados diretos para o campo. Ao reduzir a presença do fungo, a próxima safra tende a ser mais saudável e exigir menos aplicação de defensivos, o que também diminui os custos de produção. Além disso, ajuda a manter a competitividade de Rondônia no cenário agrícola nacional.

    Fonte: g1 RO

  • Assembleia Legislativa amplia participação nos debates da Rondônia Rural Show Internacional

    A participação da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) na 13ª Rondônia Rural Show Internacional, realizada em Ji-Paraná, reforça a presença institucional do Poder Legislativo nos debates relacionados ao desenvolvimento econômico, ao setor produtivo e às políticas públicas voltadas ao estado.

    Durante a feira, o estande da Alero tem funcionado como espaço de diálogo entre deputados estaduais, representantes do setor produtivo, instituições públicas, lideranças municipais, produtores rurais e demais participantes do evento. A iniciativa busca aproximar o Parlamento das demandas apresentadas durante uma das maiores feiras do agronegócio da Região Norte.

    Ao longo da programação, o espaço da Assembleia tem recebido discussões sobre logística internacional, embargos ambientais, segurança pública, integração comercial, responsabilidade social, regularização ambiental e desenvolvimento econômico. As pautas refletem temas diretamente ligados à realidade produtiva de Rondônia e aos desafios enfrentados pelos municípios.

    O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alex Redano (Republicanos), destacou a importância da presença do Parlamento em ambientes de diálogo com a sociedade e com os setores que movimentam a economia estadual.

    “O Parlamento precisa ocupar os espaços onde as decisões sobre Rondônia acontecem. A feira reúne quem produz, quem investe e quem participa diretamente da economia do estado”, afirmou Alex Redano.

    Durante os eventos realizados no estande, também foram debatidas pautas ligadas ao agronegócio, à infraestrutura, à regularização ambiental e à integração comercial com países vizinhos. Os temas têm ocupado posição central na economia de Rondônia e nas discussões institucionais promovidas durante a feira.

    “O produtor rural precisa ser ouvido. Rondônia cresceu apoiada na força de quem trabalha no campo, e o poder público precisa acompanhar essa realidade”, declarou o presidente da Alero.

    A programação no estande da Assembleia também tem contado com a participação de deputados estaduais, representantes técnicos, entidades do setor produtivo, órgãos de controle, prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes regiões do estado.

    Com a Rondônia Rural Show Internacional ainda em andamento, a movimentação no espaço da Alero segue intensa. A expectativa é que os próximos dias mantenham o estande da Assembleia como um dos pontos de encontro entre representantes do Poder Público, lideranças políticas e integrantes do setor produtivo.

    Fonte: Secom ALE/RO

  • Audiência pública no estande da Alero debate impactos dos embargos ambientais

    O estande da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) recebeu, na manhã de quarta-feira (27), uma audiência pública proposta pelo deputado federal Lúcio Mosquini (PL) para discutir os impactos dos embargos ambientais sobre produtores rurais. A atividade ocorreu durante a 13ª Rondônia Rural Show Internacional, em Ji-Paraná.

     

    Participaram da audiência os deputados estaduais Laerte Gomes (PSD), Ezequiel Neiva (PL), Dra. Taíssa (PL) e a deputada federal Silvia Cristina (PP). A programação também contou com apresentação da VRA Agro sobre crédito rural e os impactos das restrições ambientais no acesso a financiamentos.

     

    Antes de iniciar a exposição, Lúcio Mosquini exibiu um vídeo enviado pelo deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que não pôde participar presencialmente por questões logísticas. Na gravação, o parlamentar destacou que o debate sobre embargos ambientais envolve não apenas Rondônia, mas produtores de diferentes regiões do país.

     

    Durante a apresentação, Mosquini afirmou que produtores rurais têm enfrentado dificuldades para regularizar áreas embargadas e acessar crédito rural. Segundo ele, em muitos casos, o produtor descobre a existência do embargo apenas no momento em que busca financiamento.

    De acordo com os dados apresentados na audiência, Rondônia possui 17.527 áreas embargadas por órgãos ambientais, somando aproximadamente 1,5 milhão de hectares. Desse total, 10.803 áreas foram embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 6.033 pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e 691 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    (Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO)

    O parlamentar também apresentou informações sobre o Projeto de Lei 2564/2025, de sua autoria. A proposta altera a Lei de Crimes Ambientais, Lei 9.605/1998, para regular a aplicação de medidas administrativas cautelares e garantir ampla defesa e contraditório nos processos de fiscalização ambiental.

     

    O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado Federal, proíbe embargo com base exclusiva em imagens de satélite, exige notificação prévia e prazo para defesa. A proposta também diferencia medidas cautelares, usadas para evitar o agravamento de dano ambiental, de sanções punitivas.

     

    Os deputados estaduais presentes demonstraram preocupação com os efeitos dos embargos sobre a produção rural em Rondônia. Laerte Gomes destacou a necessidade de garantir segurança jurídica aos produtores, especialmente aos que vivem e trabalham no campo. Ele também destacou o importante trabalho de Mosquini, conhecedor do agronegócio de Rondônia. ”Nós que moramos na roça temos que ter alguém que conheça de roça lá em Brasília para nos representar. A gente só quer é paz pra poder produzir”.

     

    A deputada Dra. Taíssa também defendeu que o debate avance em busca de soluções que conciliem preservação ambiental, produção e respeito ao contraditório. Segundo ela, o setor produtivo tem papel essencial na economia de Rondônia e precisa ser ouvido nas discussões sobre fiscalização ambiental. “O produtor rural só quer duas coisas: saúde e estrada, porque o resto ele faz o dever de casa. Nós precisamos defender essa mola propulsora de Rondônia que é quem produz, quem faz a diferença”, destacou a parlamentar.

    Fonte: Secom ALE/RO

  • Fórum sobre vigilância sanitária como prevenção da febre aftosa é realizado durante a Rondônia Rural Show

    A prevenção da febre aftosa começa no olhar atento do produtor rural. O alerta foi feito pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), durante abertura do 8º Fórum Rondoniense para Manutenção da Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, que foi realizado na manhã desta terça-feira (26), em Ji-Paraná, durante a programação oficial da 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI).

    O presidente da Idaron, Julio Peres, reforça ainda que “além de atender às diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal, o fórum integra as ações previstas no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA).

    O Fórum reuniu produtores rurais, representantes políticos, instituições públicas e privadas, além de entidades ligadas ao agronegócio, com o objetivo de fortalecer as ações de defesa sanitária animal e ampliar a conscientização sobre a importância da vigilância permanente contra a febre aftosa.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a vigilância permanente nas propriedades como medida essencial para proteger o rebanho, evita prejuízos econômicos e mantém o status sanitário que garante competitividade ao agronegócio brasileiro. “Nesta edição, o Fórum tem o objetivo de reforçar o papel do produtor rural como ator principal na identificação precoce de suspeitas, para adoção imediata de medidas que possam evitar a proliferação da doença entre os rebanhos.”

    O secretário-chefe da Casa Civil e secretário de Obras e Serviços Públicos, Elias Rezende, reiterou o papel dos produtores na parceria com o serviço veterinário oficial e destacou a importância do agronegócio para a economia de Rondônia. “Os avanços conquistados pela defesa sanitária agropecuária de Rondônia são fundamentais na parceria entre a gestão estadual e o setor produtivo para a manutenção do status sanitário alcançado pelo estado.

    A palestra principal do fórum foi ministrada pelo auditor fiscal agropecuário Murilo Brunow.

    O secretário de Estado da Agricultura, Luis Paulo, ressaltou o trabalho desenvolvido pelo governo de Rondônia nos últimos oito anos para fortalecer o agronegócio estadual e destacou a necessidade dos produtores permanecerem atentos aos possíveis sinais da febre aftosa. “A Secretaria de Agricultura mantém o compromisso de incentivar e fortalecer a agricultura e a pecuária no estado.”

    Durante o evento, o diretor do Fundo Emergencial da Febre Aftosa de Rondônia (Fefa), Sérgio de Souza reforçou a importância da participação ativa do produtor rural na preservação do status de livre de febre aftosa sem vacinação, condição considerada estratégica para a economia estadual.

    Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o superintendente substituto, João Aranha destacou a confiança do órgão federal no trabalho desenvolvido pela Idaron, especialmente nas ações de monitoramento e na capacidade técnica de resposta rápida diante de possíveis ameaças zoossanitárias.

    O presidente do Sistema Faperon/Senar-RO (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia), Hélio Dias de Souza reforçou a atuação do setor produtivo junto aos poderes e reconhece o empenho e dedicação da Idaron no convencimento do produtor sobre seu papel estratégico no enfrentamento de doenças que podem afetar a pecuária.

    A palestra principal do fórum foi ministrada pelo auditor fiscal agropecuário Murilo Brunow, que enfatizou o papel estratégico do produtor rural na vigilância sanitária do rebanho bovino. Durante a apresentação foram abordadas medidas de prevenção, identificação precoce de suspeitas e a importância da atuação conjunta entre produtores e órgãos de defesa sanitária para impedir a disseminação da doença.

    Durante a programação do Fórum, o presidente da Idaron homenageou o servidor Diego Pereira de Azevedo, da Unidade em Pimenta Bueno, com a entrega de uma placa de reconhecimento pela dedicação à defesa agropecuária. O trabalho desenvolvido pelo servidor contribuiu diretamente para a criação do Sis-Idaron, sistema que, atualmente integra grande parte dos serviços online utilizados pelos colaboradores da Agência.

    O evento foi encerrado com uma rodada de perguntas enviadas por produtores rurais e internautas que acompanharam a transmissão ao vivo do fórum pelo canal oficial da Idaron, em plataforma digital.

    Fonte: Secom – Governo de Rondônia