Autor: JORNAL FOLHA DA MATA

  • Grupo de Vorcaro invadiu PF, MPF, Interpol e FBI, aponta investigação

    Grupo de Vorcaro invadiu PF, MPF, Interpol e FBI, aponta investigação

    Polícia Federal apura acessos ilegais a sistemas sigilosos de órgãos nacionais e internacionais ligados à segurança e à investigação criminal

    Uma investigação da Polícia Federal aponta que um grupo ligado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria acessado de forma indevida sistemas restritos utilizados por órgãos de investigação e segurança. A informação foi divulgada em reportagem publicada nesta quarta-feira (4) pelo Portal G1, com base em dados obtidos no âmbito das apurações conduzidas pela PF.

    Os investigadores identificaram que integrantes do grupo teriam conseguido consultar e extrair informações de bases sigilosas da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e também de organismos internacionais como o FBI e a Interpol. Os acessos, de acordo com a investigação, teriam ocorrido por meio do uso irregular de credenciais funcionais pertencentes a terceiros.

    Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, é investigado por suspeitas de envolvimento em fraudes bilionárias associadas à instituição financeira. Ele voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, que passou a relatar as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) após a saída do ministro Dias Toffoli do caso.

    O banqueiro já havia sido detido em novembro do ano passado, mas foi colocado em liberdade poucos dias depois mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

    Mais prisões

    Além de Vorcaro, outras três pessoas foram presas no âmbito da investigação. Entre elas está Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”. Segundo a Polícia Federal, ele seria responsável por coordenar uma estrutura descrita pelos investigadores como uma milícia privada chamada “A Turma”.

    De acordo com os investigadores, o grupo teria sido utilizado para monitorar ilegalmente adversários, autoridades públicas e jornalistas. Mourão é apontado como responsável por realizar consultas e extrair informações sensíveis de bases de dados restritas utilizadas por órgãos de segurança pública e investigação criminal.

    As apurações indicam que os acessos eram realizados por meio da utilização de credenciais funcionais pertencentes a terceiros, estratégia que permitia acessar dados protegidos por sigilo institucional sem levantar suspeitas imediatas nos sistemas.

    Os outros dois presos foram Marilson Roseno da Silva, integrante do grupo “A Turma”. Conforme a investigação, ele usou sua experiência e contatos para obter informações sigilosas e realizar vigilância clandestina. O outro detido foi Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador finaceiro de seus esquemas fraudulentos.

    Acesso a sistemas sigilosos

    Com esse método, o grupo investigado teria conseguido acessar sistemas internos da própria Polícia Federal e do Ministério Público Federal, além de plataformas utilizadas por organismos internacionais de cooperação policial.

    Entre os sistemas citados na investigação estão bases associadas ao FBI, agência federal de investigação dos Estados Unidos, e à Interpol, organização internacional que coordena a cooperação policial entre diferentes países.

    A Polícia Federal continua analisando o alcance dos acessos realizados e o volume de informações que podem ter sido consultadas ou extraídas de forma irregular. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, no âmbito das investigações relacionadas às atividades atribuídas ao grupo ligado ao controlador do Banco Master.

    FONTE: BRASIL 247

  • Segurança do Banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master se suicida na cela da PF em Minas Gerais

    Segurança do Banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master se suicida na cela da PF em Minas Gerais

    Investigado da Operação Compliance Zero morreu após tentativa de suicídio enquanto estava detido na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte

    Um dos investigados na Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), morreu na noite desta quarta-feira (4) em Belo Horizonte. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais quando atentou contra a própria vida e acabou não resistindo.

    A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, que relatou que Mourão sofreu morte encefálica após o episódio ocorrido dentro da unidade policial.

    Segundo a Polícia Federal, o investigado foi socorrido por agentes que estavam no local no momento da ocorrência. Ele recebeu procedimentos de reanimação ainda nas dependências da corporação e, em seguida, foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimento hospitalar. Apesar das tentativas de salvamento, não sobreviveu.

    O caso ocorreu no mesmo dia em que novas medidas da operação foram cumpridas contra investigados ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Mourão era apontado nas investigações como alguém ligado ao grupo e ficou conhecido entre investigadores pelo apelido “Sicário”.

    De acordo com a Polícia Federal, o episódio ocorrido dentro da superintendência foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do caso na Corte. A corporação informou ainda que todos os registros em vídeo do ocorrido serão encaminhados ao tribunal para análise.

    A PF também abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte. A investigação deve esclarecer como se deu a ocorrência dentro da unidade policial e quais foram os eventos que antecederam o episódio.

    Operação Compliance Zero

    A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e executivos ligados à instituição. A apuração envolve crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

    O empresário Daniel Bueno Vorcaro, controlador do banco, foi preso preventivamente pela Polícia Federal no âmbito da investigação. A operação também alcançou familiares e outros suspeitos ligados ao grupo empresarial investigado.

    Investigação sobre rede de vigilância

    Mourão foi preso nesta quarta-feira (4)  no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura a atuação de um grupo associado ao Banco Master. Segundo o jornal O Globo,as investigações, ele liderava uma estrutura informal conhecida como “A Turma”, utilizada para realizar vigilância, coleta de informações e monitoramento de pessoas consideradas adversárias ou críticas ao grupo investigado.

    A Polícia Federal aponta que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar esses serviços classificados pelos investigadores como ilícitos.

    O inquérito também indica que ele teria acessado bases restritas de órgãos públicos utilizando credenciais de terceiros. Entre os sistemas consultados estariam bancos de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até plataformas internacionais de segurança.

    Suspeita de plano contra jornalista

    Na decisão que autorizou a prisão de Mourão, do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros alvos da operação, o ministro André Mendonça afirmou que há indícios de que o empresário teria discutido com Mourão a possibilidade de simular um assalto ou criar uma situação semelhante para atingir o colunista Lauro Jardim.

    Segundo o magistrado, a intenção seria “prejudicar violentamente” o jornalista e, assim, “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. Em nota, Vorcaro negou que tenha intimidado ou ameaçado jornalistas.

    Defesa e audiência de custódia

    Mais cedo, a defesa de Mourão afirmou ter sido surpreendida pela informação sobre a tentativa de suicídio. Um advogado foi enviado à sede da Polícia Federal em Belo Horizonte para acompanhar a situação. Mais cedo, durante depoimento à corporação, o investigado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Ele ainda deveria passar por audiência de custódia nesta quarta-feira.

    Histórico de investigações

    Segundo o Globo,  Mourão respondia desde 2021 a uma ação do Ministério Público de Minas Gerais que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular. De acordo com a investigação, ele e outros envolvidos teriam estruturado um esquema de pirâmide financeira para captar investidores em diversas regiões do país.

    Entre junho de 2018 e julho de 2021, o investigado teria movimentado cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias vinculadas a empresas sob seu controle.

    As autoridades também apontam que, antes de integrar o suposto esquema de pirâmide, Mourão atuava como agiota. Uma análise feita pelo setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais em um celular apreendido do acusado indicou que ele exercia papel de liderança dentro da organização investigada.

    FONTE: BRASIL 247

     

  • Vorcaro pagava mesada a “Sicário” que planejou “dar um pau” em jornalista

    Vorcaro pagava mesada a “Sicário” que planejou “dar um pau” em jornalista

    Um dos presos preventivamente pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4/3), Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão recebia R$ 1 milhão por mês de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para coordenar um núcleo dedicado ao monitoramento de pessoas, batizado de “A Turma”. Nos autos, a PF chega a denominar esse núcleo de “braço armado” e “milícia”.

    O suspeito tinha o apelido de “Sicário”, segundo a PF, e atuava para levantar dados pessoais, acompanhar adversários e intimidar pessoas, inclusive jornalistas, que contrariavam interesses do grupo de Vorcaro. As informações constam em material extraído em operações anteriores.

    No relatório enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cita mensagens entre o empresário e Mourão, em que a dupla combina o monitoramento de ex-funcionários e até uma agressão contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

    Segundo a investigação, os pagamentos eram feitos por Fabiano Zettel, pastor e cunhado de Vorcaro, também preso preventivamente nesta quarta-feira.

    “Há, aliás, fortes indícios de que Felipe Mourão recebia um milhão por mês de Vorcaro por intermédio de Fabiano Zettel como forma de remuneração por serviços ilícitos”, diz o relatório.

    Ainda de acordo com o documento, em um desses diálogos, Mourão avisa Vorcaro que Vettel ainda não havia mandado o pagamento do mês e que a “turma” estava perguntando. O banqueiro então pergunta sobre os dados do pagamento e o “Sicário” explica uma aparente divisão do valor com outros integrantes da “Turma”.

    “Ele (ao que tudo indica, seria Fabiano Zettel) manda o mensal e eu divido entre a turma. Mando pra eles. 400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada. É este o mensal. Ele manda 1 e quando você manda bônus eu divido entre os meninos e a turma”, teria respondido Moruão a Vorcaro, segundo a PF.

    Em outra mensagem, uma funcionária do banqueiro pergunta se o pagamento seria de R$ 1 milhão “como normalmente”. Ao receber a resposta positiva de Vorcaro, ela teria feito o pagamento em uma conta pertencente à empresa King Empreendimentos Participações, indicada por Mourão para o recebimento dos valores.

    Em nota, a defesa de Fabiano Vettel afirma que ele já se apresentou à Polícia Federal. “Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”. O Metrópoles busca contato com a defesa de Mourão. O espaço segue aberto para manifestação.

    FONTE: METROPOLES

  • Chefes do Banco Central faziam jogo duplo para Vorcaro, diz PF

    Chefes do Banco Central faziam jogo duplo para Vorcaro, diz PF

    Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) apontam como o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, conseguiu se entranhar no Banco Central (BC). O banqueiro dispunha dos servidores de carreira Belline Santana e Paulo Sérgio Souza, à época em cargos de chefia, que o muniam de informações internas e prestavam consultoria – uma espécie de jogo duplo.

    As informações constam em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da investigação sobre o Banco Master na Corte. A corporação prendeu Vorcaro e o cunhado, Fabiano Zettel, nesta quarta-feira (4/3), por ordem dele.

    A PF descobriu que a ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Dusep) do BC Belline Santana debatia informações ligadas à situação regulatória do Banco Master. Também participou de negociacões para definir estratégias da instituição perante a autoridade monetária.

    A servidora de carreira se encontrava com Vorcaro dentro e fora das dependências do BC. Registros de entrada obtidos pela coluna mostram que a última vez que o banqueiro pisou na sede, em Brasília, foi para visitar o gabinete dela, em 1º de outubro, um mês e meio antes de ser preso pela primeira vez.

    “Nessa condição, [Belline Santana] manteve interlocução direta e frequente com DANIEL BUENO VORCARO, controlador do Banco Master, passando a atuar de modo informal e reiterado em favor dos interesses da instituição financeira submetida à supervisão da autarquia reguladora”, escreveu Mendonça.

    A atuação de Belline Santana lhe rendeu propina e uma proposta de contratação simulada da Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda. para prestar “serviços informais” a Vorcaro. Conforme as mensagens, o dono do Banco Master não quis deixar a própria digital no pagamento e pediu para o administrador da empresa, Leonardo Augusto Furtado Palhares, fazê-lo mediante reembolso.

    Subordinado à Belline Santana, o ex-chefe-adjunto no Desup Paulo Sérgio Souza representava outro elo de Vorcaro com o BC. Parte do “trabalho informal” dele incluía revisar minutas de documentos e comunicações institucionais do Banco Master para o BC – atuação considerada “incompatível com as atribuições de fiscalização exercidas pelo próprio servidor público”.

    “Os elementos informativos reunidos indicam que PAULO SÉRGIO prestava consultoria informal e contínua ao referido investigado, fornecendo orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com dirigentes da autarquia reguladora. Em diversas ocasiões, o investigado encaminhou ao banqueiro recomendações específicas acerca de temas que poderiam ser levantados por autoridades do Banco Central em reuniões institucionais, orientando previamente as respostas e estratégias a serem adotadas”, descreveu Mendonça.

    Segundo a PF, Vorcaro tinha um grupo de mensagens com Belline Santana e Paulo Sérgio Souza. Além de outras vantagens indevidas, o banqueiro teria oferecido ao servidor guias em viagem à Disney.

    O que diz a defesa de Daniel Vorcaro:

    “A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

    A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

    Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.”

    FONTE: METROPOLES

  • PF estima rombo de R$ 40 bi em esquema de Daniel Vorcaro

    PF estima rombo de R$ 40 bi em esquema de Daniel Vorcaro

    Polícia Federal estima que as irregularidades investigadas na Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, tenham provocado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro. Segundo os investigadores, parte do impacto estaria sendo absorvida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por assegurar depósitos e aplicações de clientes do sistema bancário.

    O banqueiro, fundador e controlador do Banco Master, foi detido nesta quarta-feira (4/3) por determinação do ministro André Mendonça, do STF. A decisão atendeu a pedido da PF, que apontou indícios de irregularidades com potencial impacto bilionário no sistema financeiro.

    PF estima rombo de R$ 40 bi em esquema de Daniel Vorcaro - destaque galeria

    De acordo com os investigadores, o esquema envolvia a emissão e a comercialização de títulos de crédito sem lastro, conhecidos como “ativos podres”, utilizados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição e ocultar fragilidades financeiras. Na avaliação da corporação, a prática elevou o risco sistêmico no mercado e contribuiu para o colapso do banco.

    Além da prisão preventiva, a nova fase da operação determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens e ativos ligados aos investigados. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços em São Paulo e Minas Gerais, além do afastamento de pessoas de funções consideradas estratégicas para o funcionamento do suposto esquema.

    Em etapa anterior, a Justiça havia determinado o bloqueio de R$ 2,2 bilhões depositados na conta de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, junto à CBSF DTVM (REAG). Segundo a PF, a movimentação teria como objetivo dificultar o rastreamento dos recursos e preservar parte do patrimônio sob investigação.

    FONTE:  METROPOLES

  • Deputado Thiago Flores recebe presidente da Infraero para vistoria do aeroporto de Ariquemes

    Deputado Thiago Flores recebe presidente da Infraero para vistoria do aeroporto de Ariquemes

    Rogério Barzellay visitou as obras financiadas com emenda de R$ 56 milhões do deputado, projeto que promete transformar a logística e a economia de toda a região do Vale do Jamari

    O Deputado Federal Thiago Flores (Republicanos/RO) recebeu nesta quarta-feira (04) o presidente da Infraero, Rogério Barzellay, em Ariquemes, para uma visita de acompanhamento das obras do aeroporto do município. A visita marca mais um passo concreto na execução de uma das principais promessas de mandato do parlamentar, que destinou emenda no valor de R$ 56 milhões para viabilizar a construção — um investimento que promete transformar a logística e impulsionar o desenvolvimento econômico de toda a região do Vale do Jamari. 

    O projeto executado pela Infraero contempla a construção de um novo terminal de passageiros com 1.573m², estacionamento, novas taxiways e a ampliação da pista de pouso com cerca de 1.306 metros de comprimento, dotando o aeroporto de infraestrutura capaz de receber aeronaves de médio e grande porte. A obra representa uma virada histórica para Ariquemes e os municípios vizinhos, que passarão a contar com uma estrutura aeroportuária moderna e compatível com o potencial econômico da região. 

    O impacto do aeroporto já começa a se fazer sentir antes mesmo da conclusão das obras. Recentemente, a rede Havan anunciou a construção de uma loja em Ariquemes — o dono da rede havia declarado publicamente que só investiria no município se houvesse aeroporto. Com as obras em andamento, ele já esteve no terreno onde a unidade será erguida. O episódio ilustra com clareza como a infraestrutura aeroportuária funciona como catalisador de investimentos privados, geração de empregos e renda para toda a região. 

    “Esse aeroporto é uma promessa que estou cumprindo. Cada real dessa emenda foi pensado para trazer desenvolvimento real para Ariquemes e para o Vale do Jamari. Quando a Havan decide construir aqui por causa do aeroporto, mostra que a obra vai muito além de pousos e decolagens — ela muda a economia da nossa região”, afirmou o Deputado Thiago Flores. 

    A presença do presidente da Infraero reforça o compromisso institucional com a execução e entrega da obra dentro do prazo previsto.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  CÂMARA DOS DEPUTADOSfacebook sharing button

  • União Brasil convida prefeito de Vilhena, delegado Flori, para se filiar ao partido

    União Brasil convida prefeito de Vilhena, delegado Flori, para se filiar ao partido

    Delegado Flori é considerado um dos nomes em ascensão na política rondoniense.

    O cenário político de Rondônia começa a se movimentar com vistas às eleições de 2026. O presidente estadual do União Brasil, Júnior Gonçalves, e o deputado federal Maurício Carvalho (União) convidaram oficialmente o prefeito de Vilhena, delegado Flori, atualmente filiado ao Podemos, para ingressar na legenda.

    Segundo informações de bastidores, o convite foi feito como parte da estratégia do União Brasil para fortalecer o partido no Estado e ampliar seu protagonismo na disputa eleitoral que se aproxima. O prefeito de Vilhena não recusou a proposta, mas preferiu agir com cautela e pediu um tempo para avaliar a possibilidade de mudança partidária.

    Delegado Flori é considerado um dos nomes em ascensão na política rondoniense. Dentro do próprio Podemos, seu nome já foi lançado em duas oportunidades como possível candidato ao Governo de Rondônia pelo prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos).

    Além de Flori para o governo, Moraes também chegou a citar o nome do deputado estadual Rodrigo Camargo, atualmente filiado ao Republicanos, como possível candidato ao Senado pela legenda.

    A eventual ida de Flori para o União Brasil pode alterar o tabuleiro político do Estado, especialmente porque o partido já articula nomes fortes para as próximas disputas majoritárias e busca ampliar sua influência em diferentes regiões de Rondônia.

    Por enquanto, o prefeito de Vilhena mantém a posição de reflexão sobre o convite, enquanto os bastidores políticos seguem em intensa movimentação, com partidos tentando consolidar alianças e definir seus principais quadros para a corrida eleitoral que se desenha no Estado.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • Fernando Máximo confirma ida ao PL e disputa pelo Senado; rejeita rixa com Scheid e nega tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro

    Fernando Máximo confirma ida ao PL e disputa pelo Senado; rejeita rixa com Scheid e nega tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro

    Deputado afirma que “inventaram” rixa por vaga, nega imposições em articulação política e classifica como “impossível” tese de golpe; ao falar de ministros, condiciona medidas ao resultado de investigações e pede “nada de exageros”

    No momento em que o cenário eleitoral de Rondônia começa a se reorganizar com a abertura da janela partidária, o deputado federal Fernando Máximo afirmou, em entrevista exclusiva ao Rondônia Dinâmica, que a mudança de sigla está definida e que pretende formalizar a filiação ao PL dentro do prazo legal, que se encerra em 5 de abril. Ele declarou que, nesse mesmo movimento, se coloca como pré-candidato ao Senado pela legenda, em alinhamento com o grupo que tem o senador Marcos Rogério como pré-candidato ao governo do Estado. As informações são do site Rondônia Dinâmica.

    “Então nesse período a gente vai fazer a filiação ao PL. E aí também como pré-candidato ao Senado pelo PL”, afirmou. Ao explicar a saída do União Brasil, disse que a construção interna se tornou inviável. “Naquele momento  [refere-se às eleições municipais de 2024] ali ficou difícil construir com o partido que eu estava, que era a União Brasil. E comecei a namorar, a procurar outros partidos para poder tentar achar aquilo que era mais… e ia mais na minha linha de pensamento”, declarou.

    Durante a conversa, o repórter mencionou rumores de uma suposta disputa interna por espaço dentro do mesmo campo político, citando diretamente o nome de Bruno Scheid. Máximo rejeitou qualquer conflito pessoal ou imposição. “Criaram essa confusão aí, alguém inventou essa história. E nunca teve isso, nunca tive rixa com ele, nunca tive briga com ele, nunca impus condição de ou eu ou ele. Não vejo problema nenhum de ser os dois”, afirmou, acrescentando que a narrativa de veto ou exigência não corresponde aos fatos.

    A entrevista avançou para um dos pontos mais sensíveis do atual debate eleitoral: a pandemia de Covid-19. O repórter introduziu a pergunta citando que Adaílton Fúria, do PSD, pré-candidato ao governo, tem utilizado a condução da crise sanitária como mote em entrevistas, afirmando que teria batido de frente com o Estado ao manter o comércio aberto durante o período mais crítico. Diante desse questionamento, Máximo, que foi secretário de Saúde do Estado à época do pico da pandemia, afirmou que a condução em Rondônia foi pautada por equilíbrio.

    “Rondônia foi um dos estados que mais manteve [o comércio] aberto do país. Com cautela, com cuidado. Você não pode ser nem 8 nem 80”, declarou. Ele afirmou que o momento exigiu decisões baseadas no que chamou de controle de danos. “Nós fizemos o que foi preciso fazer naquele momento para salvar o máximo número de pessoas”, disse, sustentando que a equipe trabalhou com os recursos disponíveis diante de uma doença nova, sobre a qual havia incertezas técnicas.

    Ainda sobre a pandemia, o deputado abordou a discussão em torno da cloroquina. “Uso ou não uso? Não vou impor, nem exigir, nem excluir. Já que é um medicamento barato, que não faz mal e que pode ser que resolva alguma coisa, fica a critério do médico e a critério do paciente. Se o paciente quiser e o médico quiser, faz. Se não quiser, não faz”, afirmou, dizendo que não adotou postura de imposição nem de proibição.

    Outro bloco central da entrevista tratou dos atos de 8 de janeiro e da defesa de anistia para os condenados. Máximo afirmou que, na avaliação dele, a tipificação como golpe de Estado não se sustenta nas circunstâncias descritas. “Foram mais de 1.500 pessoas presas, nenhum arma apreendida. Zero arma. Impossível o golpe de estado. Domingo, quando os poderes estavam fechados. Impossível o golpe de estado”, declarou. Ao mesmo tempo, disse que considera erradas as depredações, mas defende proporcionalidade nas penas. “Eu concordo que todos deveriam responder proporcionalmente. Quebrou janela, quebrou um relógio, quebrou uma parede, pichou”, afirmou.

    Questionado se, eleito senador, encamparia pautas como impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, o deputado condicionou qualquer medida ao resultado de investigações formais. “Investigação deve acontecer. Vai chegar a impeachment? Depende do que vai dar na investigação. Eu acho que ninguém é Deus. Ninguém deve estar acima da lei”, declarou, acrescentando que qualquer providência deve ocorrer “dentro da Constituição Federal”, sem “exageros” ou acusações sem base legal.

    Na parte final da entrevista, Máximo detalhou a atuação parlamentar e a destinação de recursos. Ele afirmou ter colocado quase R$ 260 milhões em emendas em Rondônia, sendo mais de R$ 172 milhões na área da saúde. Segundo ele, os valores contemplam construção de unidades hospitalares, ampliação e reforma de Unidades Básicas de Saúde, aquisição de equipamentos médicos de maior complexidade, compra de medicamentos e custeio de cirurgias eletivas. Ao mencionar os números, sustentou que a maior parte das emendas foi direcionada para projetos estruturantes, com foco na ampliação da capacidade de atendimento.

    Entre os programas citados, destacou o projeto de avaliação oftalmológica nas escolas públicas, que envolve triagem médica, exames especializados e entrega gratuita de óculos personalizados a estudantes. De acordo com o parlamentar, 16 mil crianças já foram atendidas em diferentes municípios do estado. Ele descreveu que cada aluno passa por consulta com oftalmologista, realiza exames e, quando há prescrição, escolhe a armação, que é produzida de forma individualizada antes da entrega. O projeto, segundo afirmou, integra saúde e educação, com impacto direto no rendimento escolar.

    Máximo também mencionou o programa voltado ao tratamento da obesidade com uso do medicamento Mounjaro, implantado inicialmente em Vilhena e Ji-Paraná e com recursos já destinados para Porto Velho. Segundo relatou, a iniciativa não se limita ao fornecimento do medicamento, mas envolve acompanhamento multiprofissional com médico, endocrinologista, nutricionista, educador físico e psicólogo, além de exames laboratoriais periódicos. Ele afirmou que o tratamento é estruturado por seis meses, com acompanhamento semanal, e que o objetivo é reduzir complicações associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

    Na agricultura, o deputado citou a destinação de tratores, implementos agrícolas e caminhões para apoio ao pequeno produtor rural. Como exemplo, mencionou uma carreta para transporte de calcário, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, destinada a atender produtores que não têm condições de arcar com o frete. Segundo ele, o equipamento pode beneficiar dezenas de agricultores por viagem, reduzindo custos e ampliando a produtividade.

    Na causa animal, destacou o programa de castração que, conforme informou, deve alcançar 18 mil procedimentos até abril. Ele afirmou que o projeto contempla machos e fêmeas, incluindo animais de rua, e que a iniciativa envolve parceria com protetores independentes e entidades locais. Máximo relacionou o programa à redução de acidentes envolvendo motociclistas e cães soltos, mencionando impactos indiretos na rede hospitalar.

    O deputado também citou repasses para instituições que atendem pessoas com deficiência e transtornos do espectro autista. Segundo ele, todas as 38 APAEs de Rondônia receberam recursos de seu mandato, além de entidades como AMA, Pestalozzi e associações regionais voltadas ao atendimento especializado. Ele afirmou que realiza visitas frequentes às instituições para acompanhar a aplicação das emendas e verificar a execução dos serviços prestados.

    Encerrando a entrevista, Máximo reiterou que a formulação de projetos de lei e a destinação de recursos, segundo ele, nascem de conversas com mães de autistas, produtores rurais, associações e sindicatos, e que considera essencial acompanhar presencialmente as obras e programas financiados com verba pública, sustentando que a fiscalização direta faz parte da responsabilidade do mandato.

    FONTE: RONDONIA DINAMICA

  • Mensagens revelam plano de ataque a jornalista e levam à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro

    Mensagens revelam plano de ataque a jornalista e levam à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro

    Mensagens obtidas pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero revelaram a existência de uma estrutura chamada “A Turma”, utilizada para intimidar opositores e monitorar pessoas consideradas adversárias. O material integra a investigação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (4), em São Paulo.

    As apurações, detalhadas em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que Vorcaro é investigado por participação em um esquema bilionário de fraudes financeiras e por comandar uma milícia privada destinada a atacar críticos e interferir em investigações.

    Segundo a Polícia Federal, as conversas analisadas ocorreram por meio do WhatsApp entre o banqueiro e colaboradores próximos. Nos diálogos aparece a estrutura chamada “A Turma”, apontada como responsável por atividades de intimidação e monitoramento ilegal.

    As investigações indicam que o núcleo de “intimidação e obstrução de justiça” seria liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”. Em uma das conversas, Vorcaro determina um ataque contra o jornalista Lauro Jardim após a publicação de reportagens consideradas contrárias aos seus interesses.

    Na mensagem citada pela investigação, o banqueiro afirma:

    “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.

    Conforme o material analisado pela Polícia Federal, Mourão responde positivamente ao pedido, e os investigadores consideram o diálogo um indício de tentativa de simular um crime para intimidar a imprensa.

    Outras mensagens indicam episódios de intimidação contra diferentes pessoas. Em um dos trechos, Vorcaro afirma sentir-se ameaçado por uma empregada e escreve:
    “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”, determinando em seguida que Mourão localizasse o endereço da mulher.

    De acordo com as apurações, Mourão coordenava o grupo “A Turma” e recebia repasses mensais de R$ 1 milhão para executar ações de coação. As investigações também indicam que o controlador do Banco Master utilizava o aplicativo de mensagens para organizar pagamentos a servidores do Banco Central do Brasil (BACEN).

    Em conversas com a funcionária Ana Claudia, o banqueiro confirmava valores destinados ao grupo responsável pelas ações de intimidação.

    As mensagens analisadas pela investigação também mostram proximidade entre Vorcaro e integrantes do Banco Central. Em um dos diálogos citados no processo, Paulo Sérgio Neves de Souza, então chefe-adjunto de Supervisão Bancária, envia ao banqueiro a imagem de sua própria portaria de nomeação e recebe como resposta um “Parabéns”.

    Diante dos elementos reunidos na investigação, o ministro André Mendonça, do STF, determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, além das detenções de Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão e Marilson Roseno da Silva.

    A decisão também estabeleceu medidas cautelares contra servidores do Banco Central e determinou a suspensão de empresas apontadas como utilizadas para lavar o dinheiro que financiava o esquema investigado.

    Após a divulgação das ameaças contra o colunista Lauro Jardim, o jornal O Globo divulgou nota afirmando repudiar as iniciativas criminosas planejadas contra o jornalista e classificou o episódio como tentativa de “calar a voz da imprensa”, destacando que continuará acompanhando o caso.

    FONTE: RONDONIAGORA.COM

  • Deputada Ieda Chaves propõe modelo de condomínios residenciais para idosos em Rondônia

    Deputada Ieda Chaves propõe modelo de condomínios residenciais para idosos em Rondônia

    Com a indicação apresentada, o governo do Estado deve agora analisar o impacto financeiro e a demanda habitacional por faixa etária

    Em um movimento que busca antecipar os desafios do envelhecimento populacional na região Norte, a deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) protocolou a Indicação nº 15.121/2025, que sugere ao Poder Executivo a realização de um estudo de viabilidade para a criação de condomínios residenciais exclusivos para a terceira idade em Rondônia.

    A proposta surge como uma resposta estratégica à necessidade de políticas habitacionais que ultrapassem a entrega de chaves, com foco na dignidade, na segurança e na integração comunitária dessa parcela da população.

    Para Rondônia, a sugestão é que a Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) utilize a expertise do já existente programa “Meu Sonho” para criar um braço específico voltado aos idosos. A execução dependeria de uma articulação intersetorial envolvendo a Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos (Seosp), responsável pelo planejamento e pelas obras públicas, a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) e os municípios.

    O documento também toma como base o bem-sucedido programa “Viver Mais Paraná”. Ieda Chaves lembrou que, naquele estado, a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) implementou vilas residenciais adaptadas, onde os idosos pagam um aluguel social correspondente a 15% do salário mínimo.

    Amparo legal e social

    A parlamentar fez questão de reiterar que a iniciativa não é apenas uma questão de bem-estar, mas de cumprimento rigoroso da legislação vigente. O artigo 230 da Constituição Federal e o Estatuto do Idoso impõem ao Estado o dever de garantir moradia digna e assistência social.

    “A implementação desses condomínios representa um avanço crucial para assegurar que o envelhecimento em Rondônia seja acompanhado de autonomia e suporte técnico, e não de isolamento”, destacou Ieda Chaves na proposta.

    Referência regional

    Com a indicação apresentada, o governo do Estado deve agora analisar o impacto financeiro e a demanda habitacional por faixa etária. Se aprovado, Rondônia pode se tornar uma referência regional em habitação de interesse social especializada.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM