Autor: JORNAL FOLHA DA MATA

  • Trabalhadores dos Correios iniciam paralisação em nove Estados

    Trabalhadores dos Correios iniciam paralisação em nove Estados

    Protesto é contra medidas adotadas pela estatal e pela falta de um acordo coletivo e reajuste salarial para a categoria

    Trabalhadores dos Correios de ao menos nove estados do Brasil iniciaram uma paralisação parcial nesta quarta-feira (17) em meio a discussões sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com o sindicato da categoria. Segundo os Correiros, “atualmente, cerca de 91% do efetivo da empresa está em atividade. Dos 36 sindicatos que representam os trabalhadores da estatal, 24 não aderiram ao movimento de paralisação”, diz o comunicado.

    Os Estados envolvidos na paralisação são:

    • Ceará
    • Mato Grosso
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
    • Santa Catarina
    • São Paulo

    A greve foi aprovada na última terça-feira (16) pelos sindicatos de trabalhadores da empresa. O tempo da paralisação é indeterminado. “Para mitigar eventuais impactos operacionais, a empresa adotou medidas contingenciais que garantem a continuidade dos serviços essenciais à população”, explica os Correios.

    O protesto é contra medidas adotadas pela estatal e pela falta de um acordo coletivo e reajuste salarial para a categoria. Segundo o ministro, Caputo Basto, vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, existe uma proposta construída com os Correios e as entidades sindicais da categoria, que, conforme proposto pelo ministro, deve ser votada em assembleia-geral extraordinária e, se aprovada, uma audiência para assinatura do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) será realizada no dia 26 de dezembro de 2025, às 14h, na sede do TST.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Deputada Ieda Chaves reivindica concursos e orçamento para solucionar carência de pessoal na saúde

    Deputada Ieda Chaves reivindica concursos e orçamento para solucionar carência de pessoal na saúde

    Deputada aponta déficit de especialistas no interior e pede planejamento estratégico à Sesau.

    A deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) apresentou o Requerimento nº 3527/2025 para cobrar informações e providências urgentes sobre a realização de concursos públicos na área da saúde, incluindo a previsão orçamentária para a contratação de profissionais. A iniciativa foi motivada pela constatação de problemas estruturais e sistêmicos na composição dos quadros da saúde no Estado, evidenciados na resposta à Indicação nº 12305/2025, encaminhada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio do Ofício nº 24824/2025/SESAU-ASTEC.

    De acordo com a proponente, há dificuldade em lotar profissionais em regiões fora da capital. Outro ponto relatado é que a centralização excessiva de serviços, a dependência de contratos temporários e a insuficiência geral de pessoal, aliadas à necessidade de autorização para novos concursos e de previsão orçamentária, demonstram a urgência de um planejamento estratégico de médio e longo prazos para a área de recursos humanos da saúde.

    “A falta de profissionais é um entrave direto à expansão e à qualidade dos serviços de saúde em todas as áreas, comprometendo o direito à saúde da população. A ausência de fonoaudiólogos em diversos municípios, como citado na resposta da Sesau, é apenas um exemplo de uma deficiência que se estende por várias especialidades”, relata Ieda Chaves no documento.

    Para Ieda Chaves, a Sesau precisa fornecer esclarecimentos detalhados sobre a previsão de concursos na área da saúde para a contratação de profissionais, tendo em vista a carência em todos os setores e, consequentemente, a inclusão de previsão orçamentária para esse fim. “A saúde é um direito fundamental, e o Poder Executivo tem o dever de garantir sua plena efetividade por meio de quadros profissionais adequados e suficientes”, acrescenta.

    Legislação

    A solicitação encontra amparo na garantia constitucional à saúde, prevista no art. 196 da Constituição Federal, e nos princípios da publicidade e da transparência da administração pública, conforme o art. 37 da Constituição Federal, que impõem o dever de bem informar e assegurar a prestação adequada dos serviços de saúde.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM

  • Projeto executivo para ponte de concreto sobre o rio Cabixi é autorizado com apoio do deputado Luizinho Goebel

    Projeto executivo para ponte de concreto sobre o rio Cabixi é autorizado com apoio do deputado Luizinho Goebel

    A ordem de serviço foi concedida no dia 15 de dezembro pelo Governo de Rondônia.

     O deputado estadual Luizinho Goebel anunciou a autorização da ordem de serviço para a contratação da empresa responsável pela elaboração do projeto executivo da ponte de concreto sobre o rio Cabixi. A estrutura será construída na divisa entre os estados de Rondônia e Mato Grosso e é considerada estratégica para a mobilidade e o desenvolvimento regional.

    A ordem de serviço foi concedida no dia 15 de dezembro pelo Governo de Rondônia. A empresa contratada terá prazo de até 120 dias para concluir o projeto executivo, com investimento estimado em até R$ 308 mil.

    De acordo com as informações divulgadas, a iniciativa conta com o apoio do governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, e do diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RO), coronel Éder. O projeto técnico é uma etapa fundamental para viabilizar a captação de recursos destinados à execução da obra.

    A futura ponte sobre o rio Cabixi deverá beneficiar diretamente o município de Cabixi, além de impactar positivamente o transporte, o escoamento da produção e a integração entre Rondônia e Mato Grosso.

    O deputado Luizinho Goebel também destacou que o deputado Ezequiel Neiva tem atuado de forma conjunta na busca por apoio para a construção da ponte. A expectativa é que, com o projeto executivo finalizado, seja possível avançar nas próximas etapas para a liberação de recursos e início das obras.

    A construção da ponte é apontada como uma demanda antiga da região e deve contribuir para melhorias na infraestrutura viária e no desenvolvimento econômico local.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM

  • Lei aprovada na ALE/RO garante mais segurança à produção leiteira de Rondônia

    Lei aprovada na ALE/RO garante mais segurança à produção leiteira de Rondônia

    A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou a lei que proíbe a reconstituição de leite em pó e derivados de origem importada para consumo alimentar no estado. A medida fortalece a cadeia produtiva do leite, combate a concorrência desleal e garante mais segurança econômica aos produtores e à agroindústria local.

    O projeto é de autoria do deputado Ismael Crispin (PP), com coautoria dos deputados Alex Redano (Republicanos), Cláudia de Jesus (PT) e Jean Mendonça (PL). A proposta foi debatida em audiência pública realizada nesta semana, que reuniu produtores, entidades do setor e parlamentares para tratar da crise enfrentada pelo segmento.

    Presidente da Comissão de Agricultura da Alero, a deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) destacou o caráter social da medida. “A crise do leite impacta diretamente a renda das famílias produtoras e a economia dos municípios. Essa lei é um passo importante para proteger quem produz e fortalecer a agricultura familiar”, afirmou.

    Além de proteger os produtores locais, a nova legislação reforça a segurança alimentar e a transparência ao consumidor, assegurando produtos com origem rastreável e em conformidade com as normas sanitárias.

    O que a lei proíbe

    A partir da vigência:

    Fica proibida em Rondônia a reconstituição de leite em pó e derivados de origem importada (como composto lácteo e soro de leite);

    A proibição vale quando o produto for destinado ao consumo alimentar;

    Aplica-se a indústrias, laticínios e qualquer pessoa jurídica que utilize esse insumo para fabricar produtos no estado.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM

  • Venezuela pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre “agressão contínua dos EUA”

    Venezuela pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre “agressão contínua dos EUA”

    Na mais recente medida para aumentar a pressão sobre Maduro, Trump anunciou bloqueio total de petroleiros da Venezuela

    A Venezuela solicitou nesta quarta-feira (17) que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunisse para discutir a “agressão contínua dos Estados Unidos” contra o país, de acordo com uma carta enviada ao órgão de 15 membros vista pela Reuters.

    Um diplomata da ONU disse que uma reunião provavelmente seria agendada para a próxima terça-feira (23).

    O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou na terça-feira (16) um “bloqueio” de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela, na mais recente medida de Washington para aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, visando sua principal fonte de renda.

    Possível guerra

    O jornalista americano Tucker Carlson afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode anunciar uma guerra com a Venezuela durante um discurso à nação previsto para esta quarta-feira (17).

    Segundo Carlson, a informação teria sido dada a membros do Congresso, que foram alertados de que uma guerra se aproxima e será formalmente anunciada pelo presidente.

    FONTE: REUTERS

  • Comissão Europeia defende acordo com Mercosul após ultimato de Lula

    Comissão Europeia defende acordo com Mercosul após ultimato de Lula

    “Assinatura tem importância crucial; chegou o momento certo”, diz à coluna a porta-voz do braço-executivo da União Europeia

    A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, defendeu a conclusão imediata do acordo comercial com o Mercosul após o ultimato dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, o petista afirmou que desistirá do tratado se não houver assinatura até este sábado (20), durante a cúpula sul-americana em Foz do Iguaçu.

    À coluna, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, expressou o posicionamento da presidente do órgão, Ursula von der Leyen, sobre o impasse. França e Itália têm manifestado interesse em barrar o acordo — negociado por 26 anos — no Conselho Europeu, o que inviabilizaria a assinatura neste final de semana.

    “A presidente Von der Leyen considera que a assinatura do acordo é de importância crucial: econômica, diplomática e geopolítica. Acredita que chegou o momento certo para concluir o acordo UE–Mercosul”, declarou Paula.

    A porta-voz destacou ainda que a Comissão Europeia ouviu “atentamente” os agricultores europeus, os consumidores, os Estados-Membros e os eurodeputados. “E respondemos às preocupações com medidas de acompanhamento eficazes. Cabe agora aos líderes da UE decidir no Conselho Europeu”, acrescentou.

    Nesta quarta-feira (17), Itália e França avaliaram a assinatura do acordo comercial como “prematura”. A resistência gerou incerteza na comunidade internacional e irritou o presidente brasileiro. “Eu já avisei para eles [europeus] que se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente”, disse Lula durante uma reunião ministerial.

    FONTE: SBT NEWS

  • Governo Federal lança crédito de R$ 6 bi para apoiar caminhoneiros na compra de veículos

    Governo Federal lança crédito de R$ 6 bi para apoiar caminhoneiros na compra de veículos

    O Governo do Brasil editou a Medida Provisória, assinada pelo presidente Lula, que cria uma linha de financiamento para a renovação da frota de caminhões no país. A iniciativa, publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira (16/12), destina até R$ 6 bilhões para apoiar caminhoneiros e empresas do setor de transporte rodoviário de cargas na aquisição de caminhões novos ou seminovos, fortalecendo a atividade logística e estimulando a modernização da frota nacional.

    Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuará como agente financeiro, podendo operar diretamente ou por meio de instituições financeiras por ele habilitadas. A medida beneficia transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário de cargas.

    A Medida Provisória prevê que os financiamentos poderão ser combinados com recursos próprios do BNDES e deverão atender a critérios mínimos de conteúdo nacional e sustentabilidade ambiental, social e econômica, definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No caso de caminhões novos, apenas veículos de fabricação nacional credenciados pelo BNDES poderão ser financiados.

    As condições financeiras — como taxas de juros, prazos e carência — serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto também autoriza a adoção de condições diferenciadas para quem entregar veículos antigos como contrapartida, especialmente caminhões com mais de 20 anos de uso, além de incentivar a aquisição de modelos mais eficientes por transportadores autônomos.

    Renegociação de dívidas rurais

    Além do apoio aos caminhoneiros, a nova MP altera a Medida Provisória de setembro de 2025, para permitir a liquidação também dos financiamentos contraídos no Plano Safra 2024/2025.

    A medida contempla operações contratadas entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025, inclusive aquelas que tenham sido renegociadas ou prorrogadas, abrangendo situações de inadimplência registradas até 15 de dezembro de 2025. A iniciativa amplia o alcance da Medida Provisória para atender aos produtores rurais afetados por problemas climáticos que atingiram a produção da safra 2024/2025.

    Estímulo à economia real

    A nova Medida Provisória integra o esforço do Governo do Brasil para estimular a economia real, fortalecer setores estratégicos como o transporte e o agronegócio e oferecer condições concretas para a retomada da capacidade produtiva, com responsabilidade fiscal e em conformidade com as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

    FONTE: PORTAL GOV BR

  • Senado aprova redução da pena de condenados do 8 de janeiro

    Senado aprova redução da pena de condenados do 8 de janeiro

    Texto vai para sanção do presidente Lula

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (17), em votação nominal, o projeto de Lei (PL) 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.

    Foram 48 votos favoráveis e 25 votos contra. O texto segue agora para a sanção presidencial.

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    Amin, que é favorável à anistia, defende que a redução das penas visa “pacificar o país”.

    “Somos da posição de que a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro deveria ser analisada à luz do princípio da unidade nacional e da função integradora do direito constitucional. A manutenção de centenas de cidadãos em regime fechado por atos que, embora ilícitos, não configuraram insurgência armada ou ameaça real à soberania, pode agravar divisões e comprometer a legitimidade das instituições”, argumentou.

    “O perdão apresentar-se-ia como solução juridicamente possível e politicamente adequada para encerrar um ciclo de tensão e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e a pacificação social”, concluiu.

    O relator acatou uma emenda que determina que a redução será aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que o projeto não tenha que retornar à Casa de origem – no caso, a Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na noite do dia 9 de dezembro. 

    Um grupo de senadores se manifestou contra o projeto por não representar o anseio do país.

    “Foi urdida uma trama, foi planejado um golpe de Estado no Brasil e foi tudo coordenado, financiado para que o golpe se concretizasse. Felizmente, não se concretizou por vários fatores”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

    “Há uma semana, nós votamos aqui a Lei Antifacção, endurecendo as penas, dificultando a progressão. E, hoje, senhoras e senhores, nós estamos aqui, incoerentemente, fazendo exatamente o contrário”, finalizou.

    Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o projeto foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra o Estado Democrático de Direito.

    “Essa é uma proposta casuística, uma norma jurídica que está sendo criada para beneficiar um grupo, para dar privilégio para um grupo, um grupo que atentou contra a própria Constituição”, afirmou.

    “Nós temos que dar ao Brasil um recado importante de que golpe de Estado tem que se tratar com dureza, especialmente num processo que foi totalmente baseado na legalidade, que deu direito de defesa. Um julgamento que o Brasil inteiro acompanhou, um processo em que provas que foram produzidas provas materiais e a maior parte delas, produzidas pelos próprios criminosos”, reiterou.

    Senadores do PL defenderam a proposta. O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a proposta serve para diminuir penas de pessoas que não estavam diretamente envolvidas na trama e que receberam duras condenações.

    “Nós precisamos votar essa matéria para virar essa página e tirar essas pessoas: o pipoqueiro, o vendedor de bala, que foi condenado há oito anos, 14 anos”, disse.

    “Eu sou a favor da anistia, mas vamos aprovar a redução de pena para tirar os manifestantes da cadeia. Isso é o mais importante”, afirmou o senador Sergio Moro (União-PR).

    O que é o PL da Dosimetria?

    O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

    O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto.

    Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

    Repercussão

    No dia 10 de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar quando o texto chegar ao Poder Executivo.

    Manifestantes foram às ruas de diversas cidades no último domingo (14) contra a aprovação do PL da Dosimetria

    Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliaram que o PL da Dosimetria poderá diminuir o tempo de progressão de pena para outros condenados por crimes comuns.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

    Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

    Rubro-Negro é superado por 2 a 1 na disputa de pênaltis

    O Flamengo foi derrotado pelo PSG (França) por 2 a 1 na cobrança de pênaltis, após um empate de 1 a 1 com a bola rolando, na tarde desta quarta-feira (17) no estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar), e viu o sonho do bicampeonato mundial adiado. Já a equipe francesa conquistou o título da Copa Intercontinental de Clubes da Fifa.

    O time francês abriu o placar com o atacante georgiano Kvaratskhelia aos 37 minutos do primeiro tempo. A equipe carioca chegou a igualar aos 16 da etapa final, graças a gol em cobrança de pênalti do volante Jorginho. E nas penalidades máximas o goleiro russo Safonov brilhou, defendendo os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo, para garantir o triunfo de 2 a 1 da equipe francesa.

    Desta forma a equipe comandada pelo técnico Filipe Luís viu adiado o sonho de conquistar outro título de uma competição de clubes de âmbito mundial, como aconteceu em 1981 (quando venceu o Liverpool, da Inglaterra, pelo placar de 3 a 0 em Tóquio, no Japão, para ficar com a Copa Intercontinental).

    Apesar do revés na decisão da Copa Intercontinental, o Flamengo teve uma temporada histórica, na qual conquistou quatro troféus: o Campeonato Carioca, a Supercopa do Brasil, a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro.

    Falhas de Rossi

    A etapa inicial da partida entre Flamengo e PSG teve um protagonista, mas pelo lado negativo, o goleiro Agustín Rossi. O argentino, que foi um dos destaques da vitoriosa campanha do Rubro-Negro na Copa Libertadores, falhou em duas oportunidades na final diante dos franceses.

    A primeira foi logo aos oito minutos, quando Rossi tentou evitar que a bola saísse com um chutão. A bola sobrou com o espanhol Fabián Ruiz, que bateu para o fundo do gol. Mas o lance foi anulado pelo juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), ao ser constatado que a bola saiu pela linha de fundo.

    Mas aos 37 outro erro do goleiro argentino culminou em um gol validado. Mayulu esticou a bola na direita para Doué, que, de primeira, cruzou rasteiro para o meio da área. Rossi espalmou e Kvaratskhelia teve apenas o trabalho de escorar para o fundo das redes.

    Empate com Jorginho

    Após o intervalo, o Rubro-Negro da Gávea igualou um pouco as ações em um confronto que ficou ainda mais aberto, com oportunidades sendo criadas de lado a lado. E o time brasileiro conseguiu empatar o marcador. Aos 14 minutos o uruguaio Arrascaeta foi derrubado dentro da área pelo brasileiro Marquinhos. Inicialmente o juiz não marcou nada, mas o VAR assinalou a necessidade de revisão e o pênalti foi marcado. Jorginho cobrou de forma perfeita e deixou tudo igual.

    O empate perdurou até o final dos noventa minutos, e o confronto foi para a prorrogação, na qual o PSG criou as melhores oportunidades de marcar, em especial com o francês Dembélé, que entrou no decorrer da partida. Mas o placar permaneceu no 1 a 1, e a decisão foi decidida nas penalidades máximas.

    Brilho de Safonov

    Na disputa de pênaltis o time francês contou com o brilho do goleiro russo Safonov, que defendeu os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo. Apenas De La Cruz marcou pelo time da Gávea. Já pelo lado francês Vitinha e Nuno Mendes colocaram a bola no fundo do gol. Já o atual melhor do mundo Dembélé bateu para fora e Barcola teve a cobrança defendida por Rossi.

    FONTE: AGENCIA BRASIL

  • PL da dosimetria segue para sanção

    PL da dosimetria segue para sanção

    O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (17), o projeto que reduz as penas dos condenados por envolvimento nos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 (PL 2.162/2023). Foram 48 votos a favor e 25 contrários, além de uma abstenção. Do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RS) e relatado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), a matéria segue agora para a sanção da Presidência da República.

    Conhecido como PL da dosimetria, o projeto foi alvo de muita discussão na sessão plenária. Ele havia sido aprovado mais cedo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), também depois de muito debate. Um dos pontos mais polêmicos era a possibilidade de a redução de penas beneficiar condenados por outros crimes violentos, como os envolvidos em organizações criminosas e delitos contra a administração pública.

    Amin acatou uma emenda do senador Sergio Moro (União-PR) para limitar a redução de penas somente aos envolvidos nos atos golpistas. Apesar dos protestos de alguns senadores, a mudança foi considerada uma emenda de redação e não de mérito – o que faria o projeto retornar para nova análise da Câmara dos Deputados.

    Para o relator, desde que foi concebido na Câmara dos Deputados, o projeto busca “corrigir distorções” com foco nas condenações dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Amin afirmou que o texto é o primeiro passo para uma futura anistia, e que “traz um alento, sem acirrar os ânimos”.

    — Há um consenso de que a mão [nos julgamentos] foi muito pesada. A narrativa de se tratar de “blindagem ampla” ou qualquer outra expressão que o valha não é verdadeira — argumentou o relator.

    Redução de pena

    Na prática, o projeto reduz a pena final de condenados por diversos enquadramentos dentro do mesmo ato golpista, inclusive nos processos já julgados ou pendentes sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 e 2023. É o caso do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a uma pena de mais de 27 anos.

    Há divergências sobre o tempo de pena que Bolsonaro deveria cumprir, caso o projeto se torne lei. De acordo com o relator da matéria na Câmara, deputado Paulinho da Força (SD-SP), a pena do ex-presidente poderia ser reduzida de sete anos para pouco mais de dois anos em regime fechado.

    O texto também cria uma regra de redução de pena para situações em que o crime for cometido em contexto de multidão. Nesse caso, quem não tiver financiado ou liderado as ações poderá receber um redutor de um terço a dois terços. A medida distingue quem atuou sem protagonismo de figuras organizadoras ou financiadoras dos atos antidemocráticos.

    O projeto promove uma alteração na Lei de Execução Penal, para prever quando o condenado poderá passar para um regime mais brando. Com a mudança, os 16% (ou 1/6) da pena em regime fechado valerão para crimes com ou sem os critérios de violência ou grave ameaça. Além disso, os reincidentes — aqueles que já cometeram crimes — terão que cumprir 20% da pena. Com a legislação atual, os réus primários têm que cumprir 25% da pena em regime fechado, e os reincidentes, 30%.

    Remição

    Ainda pelo projeto, pessoas em prisão domiciliar poderão considerar o trabalho como forma de reduzir a pena a ser cumprida — a chamada remição. Atualmente, apenas o estudo pode remir a pena na modalidade domiciliar.

     

    Progressão de pena: percentuais propostos no PL
    Regra geral: cumprimento de 1/6 da pena 
    Crime violento primário: cumprimento de 25% da pena
    Violento reincidente: cumprimento de 30% da pena
    Reincidente não violento: cumprimento de 20% da pena
    Hediondo primário: cumprimento de 40% da pena
    Hediondo com morte: cumprimento de 50% da pena
    Milícia/organização criminosa: cumprimento de 50% da pena
    Hediondo reincidente: cumprimento de 60% da pena
    Hediondo reincidente com morte: cumprimento de 70% da pena
    Feminicídio primário: cumprimento de 55% da pena
    Fonte: PL 2.162/2023

    FONTE: AGÊNCIA SENADO